Papa Francisco quer mulheres mais incluídas

Papa Francisco [Fotografia: Pool New/Reuters]

O Papa Francisco já afirmou ser pela proibição da ordenação de mulheres na Igreja Católica Romana. Mas a abertura às mulheres é cada vez maior – tanto na etiqueta das cerimónias religiosas como na integração de mulheres nos cargos cimeiros do Vaticano.

“Mães, força e amamentem, sem medo. Tal como a Virgem Maria alimentou Jesus”

Estas foram as palavras de encorajamento que o Papa Francisco deu na missa de domingo, 8 de janeiro, quando batizou 28 crianças – 15 rapazes e 13 raparigas. E, pelo menos, uma das mães terá acatado o conselho enquanto decorria o batismo, na capela Sistina. “A cerimónia é um pouco longa, e alguém está a gritar porque tem fome. É assim mesmo”, afirmou.

Esta não é a primeira vez que o pontífice abre as portas às mulheres neste capítulo. Já há dois anos, também numa mesma cerimónia, Francisco declarou-se a favor da amamentação em público e disse-o durante a homilia. “Deem-lhes leite”, afirmou, alterando mais tarde para “amamentem-os”. “Vocês, mães, dão leite aos vossos filhos e até agora, se eles choram porque têm fome, amamentem-os, não se preocupem”.


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“Eu gostava de dizer o mesmo à humanidade. Deem às pessoas o que comer”, afirmou quando, em 2013, foi confrontado com o facto de uma mulher se ter revelado envergonhada por amamentar o filho enquanto o Papa passava. “Essa mulher tinha leite para dar ao seu filho; nós temos comida suficiente para alimentar toda a gente.”

Museus do Vaticano ganham diretora

Desde o arranque do ano,o Vaticano conta com uma mulher, Barbara Jatta, 54 anos, à frente dos destinos dos museus daquela cidade papal. A decisão reveste-se de novidade sobretudo porque se trata da primeira vez que um cargo da Igreja Católica fica entregue em mãos femininas.

À responsabilidade desta historiadora de arte estão cerca de 200 mil obras reunidas entre 12 museus, a Biblioteca do Vaticano – onde Jatta começou a sua carreira em 1996, há 20 anos – , e a capela Sistina, que recebe anualmente mais de seis milhões de visitantes (o que equivale e mais de metade da população portuguesa). Recorde-se que os Museus do Vaticano começaram por reunir a coleção privada de esculturas pertencentes a Júlio II (1503 a 1513), tendo nascido no século XVI.

Quanto à nova diretora, trata-se de uma solução interna uma vez que Jatta era já vice-responsável naquela área, acompanhando o então diretor Antonio Paolucci, antigo ministro da cultura italiano e especialista em História da Arte. Barbara Jatta começou a sua formação académica em em Letras na Universidade “La Sapienza”, em Roma, e tornou-se depois arquivista na Escola de Paleografia, Diplomática e Arquivística do Vaticano. Em 1991, complementou a sua formação em História de Arte, na Universidade de Estudos da capital italiana e atualmente dava aulas na universidade de Nápoles. Mãe de três filhos, Jatta é neta de uma pintora e filha e irmã de restauradoras.


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