Parlamento discute petição para alargamento do rastreio do cancro da mama

Cancro: esconder ou mostrar

O Parlamento debate, esta tarde, uma petição pela equidade de acesso das mulheres ao rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro da mama.

O documento, com mais de 27 mil subscritores, foi entregue na Assembleia da República, em fevereiro deste ano, pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), e tem como objetivo a cobertura da população feminina, em todo o território nacional, no que se refere ao processo de diagnóstico, público e gratuito, da doença.

“De fora do programa de rastreio está ainda cerca de 35% da população feminina”, alertou, na altura, Vítor Veloso, presidente da LPCC, que disse não compreender “como é que na Região Centro, a totalidade da população está rastreada, 85% da população do Norte também e só a Grande Lisboa e Vale do Tejo não está abrangida. É uma situação que nos é completamente alheia e na qual não há igualdade”, sublinhou.

Vítor Veloso classifica mesmo a situação de “inconstitucional”, por promover uma desigualdade na deteção, referenciação e tratamento” da doença.

Segundo os dados disponibilizados no site da Liga Portuguesa Contra o Cancro, atualmente, em Portugal, e numa população feminina de 5 milhões, surgem seis mil novos casos de cancro da mama por ano, o correspondente a 11 novos casos por dia. Todos os dias morrem quatro mulheres vítimas da doença.

O exame clínico e a mamografia são os meios de diagnóstico precoce, permitindo descobrir tumores pequenos – muitas vezes não palpáveis e só vistos em mamografias ou ecografias mamárias – ou em fase evolutiva não invasiva. Os rastreios podem ainda prevenir intervenções menos mutilantes do corpo da mulher e menos traumatizantes, assim como uma sobrevivência mais longa.

Um tumor que tenha menos de 2 cm de diâmetro tem uma sobrevida aos 10 anos de 85% e um tumor disseminado, com lesões noutros órgãos terá uma sobrevida aos 10 anos menor de 15%, exemplifica a organização, que em 2014 realizou, por sua conta, 279 mil mamografias a nível nacional e no âmbito do programa de rastreio.

O plenário da Assembleia da República em que vai ser discutida a petição está marcado para as 15h e o debate acontece a seguir às declarações políticas.

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