Fábia Rebordão: perda de peso impressionante trouxe diferenças a nível vocal

Prima de Celeste Rodrigues, irmã de Amália Rodrigues, Fábia Rebordão vai apresentar o seu mais recente álbum, Eu, lançado em setembro do ano passado, num concerto que vai ter lugar esta sexta-feira, 14 de julho, no pequeno auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

“O álbum chama-se ‘Eu’ e é o meu bilhete de identidade, porque, durante este tempo em que estive sem gravar – que não foi muito -, mudei, tudo em mim mudou”, disse Fábia Rebordão à agência Lusa.

Mais magra – recorde-se que a cantora perdeu 45 quilos –, revela que a decisão de perder peso trouxe-lhe “algumas mudanças a nível vocal“. “A minha voz ficou diferente”, disse a cantora, acrescentando: “Eu encontrei o meu novo ‘Eu’ na forma de cantar, de compor, de escrever, de ouvir e de interpretar”.

[Fotografia: Facebook/Fábia Rebordão]

“A minha autoestima subiu e mudei a minha forma de cantar, mas eu gosto mais da minha voz assim. Tornei-me uma pessoa muito melhor e mais sensível musicalmente, e o disco salienta essa nova Fábia e uma nova musicalidade”, analisa a cantora que deu nas vistas na terceira edição do concurso de caça-talentos da RTP1, Operação Triunfo2, em 2003/2004.

Recorde o percurso da cantora desde a sua estreia em televisão, clicando sobre as imagens, na galeria acima.

O CD,”é o resultado das minhas influências musicais, tudo que ouvi desde sempre, desde muito nova, como cresci na forma de compor e de escrever, e os amigos que fui fazendo”, disse a intérprete à Lusa.

Eu é o segundo álbum da fadista, que, em 2012, recebeu o Prémio Amália Revelação, e é constituído por 13 faixas, 12 delas inéditas, e uma recriação do repertório de Fernando Maurício (1933-2003), Pergunta a Quem Quiseres, de Mário Rainho, na melodia tradicional do Fado Laranjeira, de Alfredo Marceneiro.

Capa do álbum ‘Eu’ [Fotografia: Facebook/Fábia Rebordão]

“Este tema está dentro do alinhamento do CD e, porque tive o privilégio, aos 15 anos, de trabalhar com o Fernando Maurício, o ‘rei do fado’, o que foi uma aprendizagem muito importante, que me influenciou absolutamente, não queria deixar passar esta homenagem ao Fernando [Maurício]”, afirmou.
Entre os inéditos, Jorge Fernando é o autor mais cantado, assinando a música e letra de três temas, nomeadamente o da abertura do CD, “Falem agora”, e ainda o poema “Qualquer dia”, musicado por Rui Veloso, e dois poemas musicados pela própria Fábia Rebordão, “Insistência” e “Não sei dizer”. Fábia Rebordão assina letra e música de “Duração” e “Retorno”.

[Fotografia: Facebook/Fábia Rebordão]

Outros autores que participam são Tozé Brito, com “Canção do amor para sempre”, Pedro Silva Martins, que assina “Suspiro”, Dino d’Santiago, “Génese da libertação”, e ainda Rui Rocha e Miguel Rebelo, autores de “Alice”, um tema que conta com a participação especial de Custódio Castelo, na guitarra portuguesa.
Fábia Rebordão realçou que, não querendo fazer “o mesmo que Mariza e Ana Moura fazem, brilhantemente”, buscou a sua própria identidade musical, e acha que conseguiu.
“De uma forma minha, consegui uma coisa diferente do que se tem feito”, disse, acrescentando que “é muito difícil, hoje em dia, criar uma identidade musical diferente“.
“Acho que consegui isso, e fico muito feliz porque consegui esse feito: criar uma identidade musical”, rematou.
No palco de Belém e no âmbito do ciclo “Há Fado no Cais”, numa parceria desta fundação com o Museu do Fado, Fábia Rebordão é acompanhada pelos músicos Bruno Chaveiro, na guitarra portuguesa, João Domingos, na viola, José Ganchinho, na viola baixo, e Ivo Martins, na percussão.

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