Poder feminino em Hollywood

As armas de Jane

Os próximos tempos em Hollywood prometem filmes pensados para o público feminino, cada vez mais determinante em termos de bilheteira, com mulheres no papel de protagonista e histórias contadas por elas. Será esta é uma resposta à inquietação que várias estrelas de cinema que se têm pronunciado contra a discriminação de género nos filmes produzidos pelos grandes estúdios? Não sabemos, mas olhamos para alguns dos principais títulos deste ano, que vão de comédias românticas a blockbusters, que incluem mais mulheres.

viram-se gregos para casar

Viram-se Gregos para Casar 2, de Kirk Jones, estreia em março

Foi o maior sucesso surpresa em 2002, Viram-se Gregos para Casar, uma história romântica sobre o carisma dos emigrantes gregos americanos. Tratava-se de uma comédia romântica deliciosa sobre choques culturais. Agora, uma década depois, o casal greco-americano continua casado mas tem dois problemas: a química sexual não é a mesma e a responsabilidade de educar uma rapariga adolescente não se revela fácil. Para piorar as coisas, os pais de Toula (Nia Vardalos) descobrem que não estão oficialmente casados e decidem finalmente casar-se, ou seja, vem aí mais um grande e anafado casamento grego. Humor sentimental pela pena da protagonista Nia Vardalos, que brinca com as tragédias de ser quarentona e mãe de família…

money monster

Money Monster, de Jodie Foster, estreia a 12 de maio

Depois do curioso O Castor, a Jodie Foster realizadora fica apenas do lado de trás da câmara e dirige George Clooney e Julia Roberts num thriller sobre os meandros de Wall Street. A história de um apresentador de televisão de um programa chamado Money Monster, especializado em investimentos na bolsa. Um dia a emissão é interrompida violentamente por um jovem armado que exige respostas face ao roubo do sistema financeiro americano. Um filme de tradição liberal que vai colocar questões éticas duras. Foster faz o seu filme-protesto. Wall Street que se cuide.


Leia também o que pensa George Clooney sobre a igualdade em Hollywood


gosthbusters 2016

As Caça-Fantasmas, de Paul Feig, estreia a 14 julho

Será certamente a sensação deste verão: um Ghostbusters só com mulheres e saído da visão do realizador de Spy e A Melhor Despedida de Solteira. As Caça-Fantasmas será o reflexo da nova vaga do humor feminino americano escola SNL (Saturday Night Live) com o chamado “empowerment” feminino, ou seja, uma comicidade que reverte as linhas de um humor duro masculino para o universo das mulheres, algo iniciado há uma década por Tina Fey. Do enredo sabe-se muito pouco, a não ser que a nova geração de exterminadoras de fantasmas é liderada por Melissa McCarthy e a genial Kristen Wiig. Bill Murray, Ernie Hudson e Dan Ackroyd, os antigos caça-fantasmas, também entram mas apenas como convidados. A pasta foi mesmo transferida para elas.

o bebe de bridget jones

O Bebé de Bridget Jones, de Sharon Maguire, estreia a 15 de setembro

Pouco se sabe ainda desta nova sequela da heroína da literatura de humor de Helen Fielding. Sabe-se que o tema é o da maternidade e que vamos ver a loira britânica mais popular a ser mãe. Será talvez o filme mais emocional desta saga mas há uma perda: desta vez Hugh Grant não está presente. A sua vaga de galã é assegurada por Patrick Dempsey, o famoso dr. Shepard de Anatomia de Grey. A outra boa notícia é que a realizadora do original está de regresso, ela que conseguiu dar um toque feminino autêntico quando fez o primeiro filme. Vamos ver como uma nova geração feminina adere a este novo capítulo, sobretudo depois da controvérsia das plásticas de Renée Zelwegger.

as armas de Jane

As Armas de Jane, de Gavin O’Connor, ainda sem data confirmada

Depois da maternidade e do Óscar em Black Swan, a atriz Natalie Portman voltou em força. Além deste western, tem também para sair Cavaleiro de Copas, de Terrence Malick, onde contracena com Christian Bale e Cate Blanchett. 2016 é também o ano em que a vamos ver atrás da câmara na sua primeira realização, Uma História de Amor e Trevas. Aqui é uma pistoleira que tem de se aliar ao seu ex-amante para confrontar um gang de cowboys criminosos. Mais um exemplo de uma heroína de ação. Pena é já estar com um hype negativo da imprensa americana.


Em Portugal também há filmes só mulheres. Leia a entrevista de Patrícia Sequeira


 

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