P de pai: cuidar dos filhos faz bem aos homens

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A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnFC) e as unidades de saúde uniram-se para dinamizarem o envolvimento dos homens nos cuidados aos filhos, o Programa P (P de Pai) originalmente criado pelo Instituto Promundo, uma ONG brasileira que certificará as instituições de saúde aderentes como unidades promotoras da paternidade e do cuidado.

Neste primeiro momento, a ideia é sensibilizar os profissionais de saúde para a importância do envolvimento do pai no cuidado dos filhos, com início da gravidez, prolongando-se a todas as fases da saúde materno-infantil, que já está a decorrer. No entanto, o programa prevê três momentos.


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Como já referido, o primeiro momento é de sensibilização dos profissionais de saúde responsáveis pelos períodos pré-parto, parto e pós-parto e que realizam os atendimentos de crianças até aos 4 anos. O segundo momento destina-se a pais e mães (grupos reflexivos em torno de questões como gravidez e parto, cuidados a ter com o bebé e convivência sem violência). O terceiro é direcionado à comunidade, objetivando o desenvolvimento de alianças, campanhas e planos de ação.

Estes últimos dois momentos serão implementados posteriormente. O segundo momento consiste na criação de espaços seguros para o diálogo com os pais, por meio de oficinas e cursos de aprendizagem que lhes permitam refletir sobre suas preocupações, dúvidas, necessidades e interesses sobre a paternidade. Serve como uma ferramenta para incentivar e sensibilizar os participantes sobre como os papéis de género comprometem ou influenciam a integração dos pais na família. O terceiro momento volta-se para a comunidade. Pretendendo desenvolver atividades na comunidade que procurem promover a visibilidade dos benefícios do exercício da paternidade e do cuidado como uma forma de alcançar a equidade de género.

O programa está a ser implementado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e no ACES Baixo Mondego, 50 destes profissionais, maioritariamente enfermeiros, já frequentaram sessões de sensibilização e ações de formação. Existem vários estudos internacionais que demonstram um ganho com o envolvimento dos homens nos cuidados dos filhos e que os pais se tornam mais felizes e saudáveis.

A ambição das professoras da ESEnFC é que o projeto atinja todo o país, transcendendo a exclusividade às organizações de saúde, e que se difunda para o poder político. Conforme, explicitam as professoras da ESEnfC, já eram conhecidas as vantagens da participação dos pais nos cuidados aos filhos, quer para as mães, quer para as crianças.

Estudos internacionais recentes têm vindo a concluir que os homens que se envolvem no cuidado das crianças também cuidam mais da própria saúde, têm menos comportamentos de risco, são mais produtivos, menos violentos e têm melhor saúde física e mental.

“Deve ser documentado o seu nível de participação (se esteve ou não esteve presente e qual o grau de envolvimento) e a sua presença nas consultas deve, também, ser aproveitada para incrementar uma vigilância ativa da saúde do homem. Esta presença e participação devem continuar no trabalho de parto, no pós-parto e na vigilância de saúde da criança”, reiteram as professoras da ESEnfC

 

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