Quem é a mulher atrás da ‘Mulher Maravilha’? E não falamos de Gal Gadot

Patty Jenkins. É este o nome da mulher a quem coube a tarefa de completar o universo cinematográfico da DC Comics, aqui em parceria com a Warner Bros, sobre as aventuras a solo da ‘Mulher Maravilha’, que se estreou nas salas de cinema nacionais no passado dia 2. A cineasta realiza o filme, protagonizado pela israelita Gal Gadot, tornando-se a primeira mulher a dirigir um título sobre super-heróis – neste caso super-heroína – com outra mulher como protagonista. A estreia deixou a crítica rendida.

Jenkins já tinha dado provas do seu valor em 2003 com o título ‘Monstro’, o mesmo que rendeu a Charlize Theron vários prémios pelo seu desempenho como Aileen Wuornos, incluindo o Óscar de Melhor Atriz Principal e os SAG, Globo de Ouro e Urso de Prata na mesma categoria. Foi também ela quem esteve atrás do episódio piloto da série ‘The Killing’, a segunda maior estreia do canal AMC em termos de séries originais (a primeira foi ‘The Walking Dead’).

A ideia de levar a história nascida nos anos 1940 pelo psicólogo William Moulton Marston partiu da própria. Não agora, claro, nem há dois ou três anos, mas em 2004. “Reuni-me com a Warner e perguntaram-me o que eu queria fazer. Respondi a ‘Mulher Maravilha’. Acabaria por ficar tudo acertado em 2008, quando Patty Jenkins estava grávida. “Agora não posso. Não é a altura certa. Mas continuámos a falar sobre fazer o filme”, contou em entrevista ao site Slashfilm.

Levar ao ecrã as aventuras de uma líder num mundo em que se pensa que o público aprecia apenas super-heróis foi um dos desafios. “Cresci com uma mãe solteira. Nunca me disseram que eu não podia fazer algo ou não podia ser alguém [por ser mulher].”

Como mulher, a cineasta quis mostrar uma ‘Wonder Woman “bonita, a lutar de forma épica e bem vestida”. “A Diana [nome verdadeiro da personagem principal], ma minha cabeça, tinha de mostrar as suas longas pernas”, acrescentou.

Numa outra entrevista, a realizadora não escondeu a sua ironia sobre em Hollywood ser mais fácil “fazer filmes sobre um caracol, um orangotango ou um cão, que depois se tornam personagens universais, do que com uma mulher”. “A minha grande vantagem é não pensar nesta personagem como uma mulher, mas como uma pessoa. Estou mais livre do que se fosse um homem a dirigir. Não preciso pensar se a roupa dela é muito reveladora”.

Gal Gadot é, para Patty Jenkins, de 45 anos, a personificação da mulher que interpreta. “Poucas pessoas conseguem ter um leque de emoções honestas. (…) Ela cresceu em Israel e tem sabe o quão complexo é um conflito verdadeiro, e ainda assim manter a esperança. E isso é tão Mulher Maravilha!”.

Líbano proíbe filme nos cinemas

É exatamente por ter uma israelita como protagonista – e por causa do tal conflito real – que o filme foi interdito nas salas de cinema no Líbano. De acordo com a AFP, o Ministério da Economia “decidiu proibir a exibição desse filme com base na recomendação do gabinete de boicotar Israel dentro da Liga Árabe”, da qual o Líbano faz parte.

A decisão foi justificada com o facto de o Líbano estar formalmente em guerra com Israel.

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