Quer poupar até 40% por mês? Saiba como e ainda ganha tempo

Bea Johnson, fundadora do movimento ZeroWaste [Fotografia: Coleman-Rayner/Zerowastehome.com]

Se cortar nas embalagens, se olhar para os produtos em segunda mão como uma oportunidade e se puser mãos à obra para fazer, entre outras coisas, os seus próprios cosméticos, então pode poupar mesmo muito dinheiro. Estes são apenas alguns exemplos que Bea Jonhson, mentora e criadora do movimento ZeroWaste, tem promovido por forma a diminuir o desperdício, a pegada ecológica e a poupar dinheiro em casa e no trabalho.

“Viver de forma simples não requer mais tempo. Até se poupa tempo”, afirma a fundadora do movimento ZeroWaste (Desperdício Zero)

À margem do Organii Eco Market, evento que decorreu em Lisboa, no início de novembro, a fundadora e criadora do blogue Zero Waste Home relatou ao Delas.pt como é que põe em marcha a sua filosofia de vida minimalista, como convence os seus dois filhos adolescentes a viverem também como ela e, contas feitas, “a poupar quase 40% mensalmente nas despesas da família”.

“Eu e o meu marido comparámos os dois estilos de vida, antes do ZeroWaste e depois, e concluímos que poderíamos poupar 40% mensalmente nas despesas totais”.

Para Bea, a justificação reside no facto de a família estar, efetivamente, a “consumir menos do que antes”. Mas há mais razões: “Quando precisamos de comprar algo, fazemo-lo em segunda mão, o que custa menos, e quando compramos a nossa comida, levamos recipientes reutilizáveis”, afirma, vincando: “Quando compramos algo que está embalado, 15% do preço serve exatamente para cobrir o custo da embalagem. No caso dos detergentes, essa percentagem aumenta para os 70%.”


15% dos custos dos produtos estão destinados ao pagamento da embalagem. No caso dos detergentes o rácio sobe aos 70%


A fundadora do movimento ressalva, porém, que o valor da poupança conseguida não é absoluto. “Depende do número de filhos, das idades deles, se procuramos ou não produtos orgânicos, depende do local e da cidade onde se vive, da dieta que cada família segue, mas a verdade é que, seja qual for o caso, registam-se poupanças cumulativas ao longo do tempo”, sustenta esta francesa emigrada na California e que consegue reunir todo o lixo que a família produz anualmente numa pequena garrafa de vidro.

Crianças e os produtos em segunda mão

Mas como pôr esta filosofia em marcha quando se tem crianças e adolescentes? Aí a mentora volta a dar o seu caso pessoal como exemplo. “Eles não querem saber se é novo ou se é em segunda mão, desde que usem o que gostam. Eu vou às compras de roupa duas vezes por ano e, antes de ir, pergunto-lhes muito especificamente o que querem e procuro certificar-me de que compro exatamente o queme pediram”, conta. E especifica: ” se o meu filho me pede uns skinny jeans cinzentos e uma camisola azul com decote em V, eu procuro e compro.”

Bea com o marido, Scott, e os filhos Max e Leo [Coleman-Rayner/zerowastehome.com]
Bea com o marido, Scott, e os filhos Max e Leo [Coleman-Rayner/zerowastehome.com]

” Os brinquedos que foram vendidos geraram o dinheiro necessário para levar os miúdos a comprar outros mais adequados às suas idades.”

Com os brinquedos, a opção é semelhante, mas Bea Johnson crê juntar-lhe uma dimensão formativa. “Temos brinquedos que doamos, outros que vendemos quando deixam de ser indicados para idade deles. O que aconteceu é que os que foram vendidos geraram o dinheiro necessário para comprar outros mais adequados às suas idades. Ora, isto leva a que os miúdos se apercebam do valor das coisas, o que é muito importante, e torna-os mais cuidadosos com os objetos.”

O faça-você-mesmo e o trabalho a tempo inteiro

Num movimento que promove a recusa do que não é necessário, a redução, a reutilização, a reciclagem e a decomposição como passos obrigatórios rumo à poupança e à ecologia, há muita coisa que pode ser feita em casa. “Eu faço os meus próprios cosméticos”, exemplifica. E Bea Johnson vai mais longe, garantindo que esta opção de vida não só é compatível com um trabalho – ela apresenta-se como exemplo disso mesmo – como até poupa tempo. “Viver de forma simples não requer mais tempo. Até se poupa tempo. Quando se tem menos, menos também se tem de fazer para limpar, manter, conservar, levar ao lixo”, sublinha.

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