Rainha Sofia celebra 78 anos de vida

Chegou a ser apelidada de “a mulher mais solitária de Espanha”. Quem lhe atribuiu tal cognome foi a jornalista Pilar Eyre, cuja biografia não autorizada da Rainha Sofia lhe valeu a demissão na estação televisiva Telecinco. O lançamento de outra biografia, escrita por Pilar de Aristegui, marca agora o seu 78.º aniversário, que se celebra nesta quarta-feira, dia 2 de novembro.

A Rainha Sofia, de nacionalidade grega e com ascendência dinamarquesa, da casa Schleswig-Holsteing-Sonderburg-Glücksburg, esteve exilada durante a II Guerra Mundial. Depois da temporada no Egito e na África do Sul, viveu em Londres até regressar à sua terra natal, no final da Guerra. Irmã do rei grego Constantino II perdeu o título de princesa da Grécia e as suas propriedades no território, depois do golpe militar e republicano de 1967.

Nessa altura era já casada, mas ainda não era rainha. Conhecera, em 1961, Juan Carlos de Borbón, com quem se casara um ano depois. Do casamento entre o então Infante de Espanha e Sofia da Grécia nascem três filhos: Elena (1963), Cristina (1965) e Felipe (1968).

No período de repressão política, o ditador espanhol chamara a si a educação política de Juan Carlos e acabaria por nomeá-lo sucessor. A aceitação desse destino não ajudou à popularidade do casal.

Subida ao trono

Mas com a morte de Franco, em 1975, Juan Carlos de Borbón torna-se numa peça-chave da transição pacífica da ditadura para a monarquia parlamentar. É pela paz, pelo reconhecimento das autonomias, e pelo processo rápido de democratização de Espanha ainda hoje reconhece valor do rei.

A vida do monarca foi-se preenchendo por casos e controvérsias, que iriam contribuindo para o afastamento de Sofia à figura do rei, de acordo com o livro ‘A Solidão de Uma Rainha’, publicado em 2012. Exemplo paradigmático foram os inúmeros rumores sobre relacionamentos extraconjugais, que valeram a Juan Carlos o cognome de “Monarca Playboy”.

Nova biografia de Sofia

A obra de Pilar Arestegui, intitulada ‘Sofia, A Rainha’, lançada no dia 27 de outubro em Espanha, traça um perfil da rainha distinto das anteriores biografias escandalosas.

Pilar de Aristegui descreve a Rainha Sofia, prestes a completar 78 anos como uma mulher cheia de humanidade cuja dedicação aos outros, diz ela, tem sido admirável. O livro ‘Sofia, a Rainha’, ainda sem versão em português, é uma crónica de vida de uma filha, esposa e mãe de reis.

A escritora e pintora Pilar de Aristegui disse durante a apresentação do livro, que abordou figura da rainha com alguma”delicadeza” através de “testemunhos de pessoas próximas e muitas documentação”.

Na introdução do livro, de acordo com a agência EFE, a autora afirma:

“Eu sei que algumas informações publicadas não são verdadeiras, e que outras, verdadeiras nunca se saberão. Depois de muitos meses de pesquisa e documentação, deixei atuar a memória e comecei a lembrar-me dos episódios em que estive presente e sempre recordei os sorrisos e a amabilidade”.

A Rainha Sofia viveu durante toda sua vida “para ser útil a outras pessoas, isso é tudo o que eu mais admiro no mundo”, disse a autora, que passou três anos reunindo material para escrever este livro. Além do texto há inúmeras fotografias da rainha ao longo dos tempos.

Juan Carlos abdicou do trono em 2014 mas a rainha Sofia manteve uma agenda institucional e social preenchida, tendo-se mostrado muitas vezes em eventos públicos e diplomáticos. O seu principal compromisso é com a Fundação Rainha Sofia, entidade que dirige desde 1977, cujo âmbito de ação é artístico, social e humanitário.

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