Raparigas fazem sexo em troca de alimentos

As raparigas e as mulheres do condado de Turkana, no norte do Quénia, são exploradas sexualmente em troca de alimentos, que a seca na zona tornou escassos, denunciou hoje o Comité Internacional de Resgate (CIR).

A insegurança alimentar levou a um aumento da violência de género, com um maior número de casamentos precoces e forçados e a prostituição a troco de comida, indicou a organização não-governamental norte-americana, que em fevereiro realizou uma investigação na região.

O CIR referiu que, devido à seca, raparigas de não mais que 12 anos mudaram-se das zonas rurais para as urbanas para se prostituírem, sobretudo em clubes noturnos, onde recebem 50 xelins (cerca de 35 cêntimos de euro) em troca de sexo.

Muitas dessas raparigas disseram à organização que têm a seu cargo irmãos e mesmo filhos, que dependem delas para comer.

A seca atual levou a uma escassez de alimentos e ao aumento das mulheres e raparigas que precisam de apoio, agora mais que nunca”, sublinhou o diretor do CIR no Quénia, Conor Philips, num comunicado.

Pelo menos 2,6 milhões de quenianos passam fome devido à seca, que matou o gado e fez subir o preço dos alimentos até cinco vezes, levando ainda a um aumento das doenças infeciosas.

O CIR lamentou a falta de financiamento para apoiar aquela população, recordando que em 2016 se registaram cortes no financiamento de vários dos seus programas.

O encerramento de programas do CIR é uma tragédia para uma população extremamente vulnerável, os doadores devem restabelecer o financiamento para ajudar as raparigas a abandonarem a exploração sexual e a terem uma forma mais segura de se alimentarem e às suas famílias”, disse Philips.

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