Os escândalos da responsável de campanha de Hillary

Os escândalos da responsável de campanha de Clinton (REUTERS/Scott Morgan)

Morena, elegante, muito bem vestida e ainda mais discreta. Huma Abedin é a mulher que está nos bastidores da campanha de Hillary Clinton, é considerada a “sombra” e a “arma secreta” da candidata às presidenciais, mas ameaça perder o seu estatuto de anonimato e voltar a ser o centro das atenções. Tudo porque foi estreado esta semana, em vésperas da primeira batalha nas presidenciais norte-americanas – os ‘caucus’, ou comités eleitorais, no Iowa -, um filme sobre Anthony Weiner, o marido da mais emblemática conselheira de Clinton.

A apresentação do documentário homónimo no festival do cinema independente Sundance, no Utah, já está a trazer de volta às manchetes o escândalo de 2011, quando o ex-congressista democrata Weiner foi apanhado em flagrante a enviar fotografias suas, nu, a várias mulheres com quem conversava no Twitter. E se numa primeira fase negou qualquer envolvimento no caso e se apresentou como vítima de pirataria, a verdade é que, pouco tempo, era obrigado a admitir e a demitir-se.

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Agora, o filme, dirigido pelo ex-chefe de gabinete de Weiner, Josh Kriegman, e realizado por Elyse Steinberg, vem mostrar os bastidores da tentativa, fracassada, de chegada ao cargo de mayor de Nova Iorque. Na altura, foi também um escândalo de “sexting” (mensagens de cariz sexual) que gorou os planos. As conversas e fotografias explícitas então reveladas entre Weiner e uma mulher de 22 anos apresentavam o candidato com um alter-ego de Carlos Danger.

O documentário apresenta agora imagens inéditas e relata todo este episódio, bem como o papel da conselheira de Hillary Clinton: as decisões, o apoio, as reações, todos os momentos em que Abedin esteve ao lado do marido.

Se o filme vai ou não comprometer o trabalho da equipa da mulher de Bill Clinton, a verdade é que volta a envolver uma das mais importantes “sombras” de Hillary numa altura em que a candidata mede forças com o opositor democrata Bernie Sanders. A dúvida instala-se: “É cada vez menos claro de Huma Abedin é a arma secreta de Hillary ou o seu maior problema”, lia-se na revista norte-americana Vanity Fair.

Filha de mãe paquistanesa e pai indian, Abedin, especialista em assuntos do Médio Oriente, está à beira de completar 40 anos. Trabalha com Clinton desde os tempos em que estudava na Universidade George Washington., em Washington D.C. Começou como interna e tornou-se permanente quando Hillary se tornou primeira-dama., chegando a conselheira já em 2008, aquando da primeira candidatura às presidenciais. Hoje, é vice-presidente da atual campanha.
Huma nasceu no Michigan, mas quando tinha apenas dois anos a família mudou-se para a Arábia Saudita, país onde o pai criou o Instituto para os Assuntos das Minorias Muçulmanas. Este passado tem levado alguns a apontar ligações da família de Abedin com altas figuras muçulmanas, mas quem mais tem levantado suspeitas tem sido o republicano Donald Trump. O milionário já recordou várias vezes, publicamente, as relações familiares e os escândalos da principal conselheira de Hillary Clinton. Usando uma outra arma, os republicanos têm tentado provar que Abedin exerceu, de forma autorizada, a consultadoria privada enquanto trabalhava com Clinton, no Departamento de Estado, sugerindo que estava a ser demasiado bem paga. Acusações que não têm gerado reações por parte de Huma Abedin, nem de Hillary Clinton. Será assim com o filme?

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