“Senhora liberdade”, a portuguesa que enfrentou os militares venezuelanos

Uma portuguesa ficou ferida ontem, dia 4 de agosto, em Caracas, quando enfrentou um veículo militar durante uma manifestação contra a instalação da Assembleia Constituinte, eleita no passado domingo, disseram à Lusa fontes próximas da vítima.
Maria José Castro, ou “senhora liberdade” como foi identificada pelos manifestantes, foi levada para uma clínica, onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica para remover uma bala de borracha do braço direito, acrescentaram. “Ela está na clínica a ser operada, para extrair uma bala de borracha”, afirmaram.

Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas quando a Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) dispersou um grupo de manifestantes, que se encontrava na autoestrada Prados del Este, com granadas de gás lacrimogéneo e balas de borracha, pelas 14:30 (19:30 em Lisboa). As forças de segurança também dispersaram manifestantes nas urbanizações de Las Mercedes, El Rosal e em Santa Rosa de Lima.
Em Chacaíto, também no leste de Caracas, pelo menos 11 pessoas ficaram feridas, na sequência da intervenção das forças de segurança venezuelanas contra manifestantes.
Alguns dos manifestantes tentaram refugiar-se no centro comercial Lido, mas a polícia entrou no edifício, disparando granadas de gás lacrimogéneo.

A oposição tinha convocado uma marcha para sexta-feira, até à sede do parlamento, no centro de Caracas, em protesto contra a instalação da Assembleia Constituinte, mas as forças de segurança dispersaram os manifestantes.

Pelo menos 120 pessoas morreram nos confrontos entre as forças de segurança e manifestantes desde abril passado na Venezuela.

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