Serena Williams escreve às mulheres: “Temos de continuar a sonhar em grande”

Serena Williams tem 35 anos

Quando a descreveram como “uma das maiores atletas femininas de sempre”, Serena Williams respondeu: “Prefiro a expressão ‘uma das maiores atletas de sempre'”. Fazer as mulheres acreditar que estão, de facto, ao mesmo nível dos homens, foi precisamente o que levou a atual número dois mundial de ténis a escrever um poderoso ensaio para a edição de 2016 do segmento ‘Mulheres Incríveis’ da revista ‘Porter’.

“Quando eu estava a crescer, tinha um sonho. Tenho a certeza de que vocês tinham também. O meu era tornar-me a melhor tenista do mundo. Não a melhor ‘mulher’ tenista do mundo”, começa por escrever Williams.

“Aprendi a não ter medo. Aprendi a importância de lutar por um sonho e, acima de tudo, de sonhar em grande. A minha luta começou quando eu tinha três anos e ainda não parou desde então”.

Serena reconhece, de seguida, as barreiras que diariamente são impostas às suas congéneres que tentam atingir a excelência. “Muitas vezes, as mulheres não são apoiadas o suficiente ou são desencorajadas a seguir o seu caminho. Espero que, juntas, possamos mudar isso”, alertou.

“Para mim, foi uma questão de resiliência. O que os outros diziam que eram desvantagens – a minha raça, o meu género -, eu encarei como combustível para o meu sucesso. Nunca deixei nada nem ninguém definir-me ou o meu potencial. Eu controlei o meu futuro”.

Com estas palavras, a norte-americana de 35 anos pretende inspirar todas as mulheres a ultrapassar obstáculos como a desigualdade salarial. “Isso deixa-me frustrada porque sei que, tal como vocês, fiz o mesmo trabalho e os mesmos sacrifícios do que os meus colegas homens”. E conclui: “Espero que a minha história, e as vossas, inspirem todas as jovens mulheres a lutar pela grandeza e a seguir os seus sonhos com uma persistência inabalável. Temos de continuar a sonhar em grande e, ao fazermos isso, damos poder à próxima geração de mulheres para que possam ser tão corajosas nas suas lutas”.

2016 foi, de resto, um ano particularmente difícil para Serena Williams, que deixou escapar a liderança do ranking mundial, uma posição que ocupou nos últimos três anos e meio, para a alemã Angelique Kerber. O deslize ocorreu durante o Open dos EUA, em setembro, no qual falhou o acesso à final.

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