Serviços públicos vão ser obrigados a ter salas de amamentação em Macau

Amamentação

As salas para amamentação de bebés vão ser obrigatórias em todos os serviços e entidades públicas de Macau e até ao final do ano 68 estarão já a funcionar, anunciou o Governo da região.

“Até ao final de 2016 serão criadas 68 salas de amamentação em 15 serviços sob tutela do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura” e “serão aplicadas medidas para regulamentar a criação obrigatória das salas de amamentação em todos os serviços e entidades públicas”, segundo um comunicado oficial divulgado no sábado à noite.


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As autoridades “esperam que estas medidas sirvam de exemplo ao setor privado e incentivem instituições não-governamentais a criar salas de amamentação de forma a que seja possível criar um ambiente mais favorável para as mães que amamentam”, acrescenta a mesma nota.

O Governo de Macau já havia prometido avançar com medidas para promover a criação de espaços reservados ao aleitamento materno numa cidade onde a amamentação em público não é bem vista. Por outro lado, as curtas licenças de maternidade (de 56 dias a três meses) dificultam o aleitamento materno em caso de mães trabalhadoras e a alimentação dos bebés com leite em pó é muito popular.

Citado no comunicado, o diretor dos Serviços de Saúde do Governo de Macau, Lei Chin Ion, sublinha a “aposta séria” das autoridades na promoção de aleitamento materno, “incentivado as instituições públicas e privadas a promoverem, em conjunto, iniciativas que visem apoiar as mães trabalhadoras que necessitam de amamentar”.

Segundo o responsável, todos os centros de saúde de Macau têm já salas de amamentação.

Taxa de amamentação cresceu em Macau
O comunicado divulgado no sábado destaca que a taxa de amamentação tem crescido em Macau, situando-se nos 88% no ano passado. Segundo os mesmos dados, 11% dos bebés foram alimentados exclusivamente com leite materno durante pelo menos quatro meses de vida.

Associações e deputados têm realçado que a taxa de amamentação desce para valores inferiores a 20% após as primeiras semanas ou meses de vida.

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