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“Só nos vemos à noite, e é quando vemos”

Estão juntos desde março do ano passado e casaram-se em Las Vegas, nos EUA, há cerca de nove meses. Um ano depois de se ter apaixonado por Fátima Lopes, Ângelo Rebelo faz questão de estar ao lado da estilista em todos os momentos importantes da sua vida. Foi o que aconteceu no relançamento da carreira a solo em Lisboa da designer madeirense, que aconteceu no domingo no Hotel Pestana Palace perante uma plateia recheada de amigos.

“A Fátima merece. Isto é o resultado do trabalho que ela tem. A Fátima tem algumas particularidades neste desfile, incluindo o regresso a Lisboa sozinha. Ela não é acompanhada por ninguém e não tem apoios de ninguém. Fez tudo sozinha: de secretária a criadora, a produção, a montagem, edição…”, elogiou o cirurgião plástico, de 63 anos, adiantando que “não tinha noção do trabalho” que implica preparar uma coleção e um desfile.

Lisboa, 02/04/2017 - Realizou-se esta tarde no Hotel Pestana Palace em lisboa o Desfile de Moda de Fátima Lopes. Fátima Lopes; Ângelo Rebelo (Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)

Fátima Lopes e Ângelo Rebelo

“A Fátima trabalha 12 horas por dia. Só nos vemos à noite, e é quando vemos”, explica Ângelo Rebelo, frisando que compreende o “respeito e a entrega que ela tem de ter”, bem como a estilista, de 47 anos, percebe que a sua “ocupação também requer muita entrega e dedicação”.

O facto de as respetivas profissões lhes ocuparem muitas horas não impede o sucesso da relação. “Acho que até casamos bem também neste aspeto”, disse. “Lido bem com isso, até porque eu também saio de casa de manhã cedo e chego à noite, e aos fins de semana estou na clínica a trabalhar em coisas que não posso fazer durante a semana”, exemplificou.

Sobre oficializar a relação com a estilista em Portugal, depois do casamento em Las Vegas, o cirurgião plástico afirmou apenas que gosta “de fazer surpresas”. “Como fizemos aquando da união em Las Vegas, também faremos surpresa se acontecer por cá. Isto, se acontecer”, salvaguardou. “Tanto eu como a Fátima não temos uma mente parada. Somos dinâmicos e criativos”, justificou.

A paixão que os une prende-se, aliás, com esse criatividade, mas também a um “conjunto de outras coisas”. “A parte física, claro, mas também a parte da personalidade. A Fátima tem uma personalidade única e muito forte, mas também é de um humanismo extremo e é muito sensível”, terminou.

Ana Filipe Silveira