Têxteis inteligentes dão saias brilhantes

Como a maior parte dos hi-tech’s que entram no nosso quotidiano, também os têxteis inteligentes começaram a carreira longe de ser saia. Mas agora são-no, brilhantemente.
No campo dos tecidos já quase tudo foi feito. Mas deste modo é um assunto novo de trabalho para os designers em várias áreas, não só nas técnicas, mas também e agora nas lúdicas.

A primeira forma de tecido high-tech foi novidade pela inovação tátil, desenhado para aumentar a performance em desportos como a natação; veios hidrodinâmicos e micro gravuras relevadas como a fina lixa da pele de um tubarão, bicho para nadar depressa.


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A tendência mais recente (e muito mais flamboyant) cruza componentes eletrónicos com as teias e as tramas do tecido. No topo da técnica, está a conceção da própria fibra que compõe o têxtil como um condutor de interatividade, seja luz, seja movimento.
O tecidos high-tech começaram por ser só tech, antes de chegar à moda, para colmatar brechas tecnicamente sentidas no foro científico; o melhor e mais atual exemplo disto será o Bio-Suit concebido por Dava Newman para a NASA. O fato atual é uma pequena maravilha da engenharia e da eletrónica, mas pouco fica a dever à performance: a maior parte da responsabilidade dos meneios toscos dos astronautas deve-se à pressurização com que o fato protege o utente, todo aquele volume é gás pressurizado que mantém o corpo em estado ótimo. O grande feito do novo fato de Dava é permitir muito maior liberdade de movimentos, substituindo a anterior ‘caixa-de-ar’ por pressão exercida diretamente sobre o corpo. Prático, justinho e sexy, como nos filmes de ficção científica.

A primeira entrada técnica nos têxteis de vestir começa pela animação dos tecidos, seja pelo uso de luzes led, seja pelo uso de tintos termo-cromáticos usados no todo ou em parte da teia e trama do têxtil. De início sempre com uma parafernália de fios ligando a origem da energia ao efeito pretendido; agora tal já sendo possível via wireless, com o efeito programado e controlado por um simples tablet.

Um novo tipo de tecido que fica ali na fronteira entre o têxtil e outra coisa já, é a impressão 3D, que pela sua especificidade entra ou melhor, ocupa sozinha uma nova categoria. Nomes como Iris van Herpen ou Michael Schmidt são alguns dos que deveremos atentar e seguir nesta nova classe de desenhadores e estilistas que acima de tudo fazem arte para vestir, ao contrário do status ainda corrente que é vestir com arte.

Novíssimo é também o conceito ainda experimental do têxtil ‘biofaturado’ ou da tecnologia viva, encabeçado pela investigadora Carole Collet, deputy director do Textile Futures Research do Saint Martins College. Esta visão de vanguarda explora a programação celular da morfologia do sistema de uma planta, numa espécie de ‘biologia sintética’; imagine um morangueiro que enquanto à superfície produz o seu fruto, no subsolo desenvolve uma delicada renda de raízes, desenhada com sentido.

São já muitos os designers que abraçam este mundo novo quase a estrear. O modo mais adotado – porque mais acessível – até agora é o uso de novos elementos nos têxteis, como fio metálico ou justaposição de matérias, como vidro, borracha ou mesmo madeira.

Mas o que toda a gente quer apresentar em passerelle é a interatividade do tecido, seja quando confrontado com mudanças luminosas, térmicas ou físicas, seja mesmo quando frente a presença de outro individuo.

O melhor fica para o fim: Ying Gao introduz conceitos de movimento autónomo ou animação de imagem sobre têxtil, onde finalmente o trajo suplanta completamente o aspeto tech, ocultando-o ao ponto de nos esquecermos que tudo aquilo é mecânico, eletrónico ou físico, e darmos por nós embalados num conto.
Porque todas estas novas formas vivem do não-estático, ao contrário da roupa que conhecíamos até agora, tem mesmo que ir aos sites dos criadores e ver os filmes das peças em ‘ação ‘ (a maioria tem-nos), e render-se-á também.

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