TVCine 1 recorda a luta das mulheres pelo direito ao voto

“Toda a minha vida fiz o que os homens mandavam. Mas não posso mais aceitá-lo”. O repto é lançado por Maud Watts. Lavadeira e engomadeira da cidade de Londres do início do século XX, declara assim uma tomada de consciência – e uma posição:

Está na altura de as mulheres terem os mesmos direitos que os homens, nomeadamente o direito ao voto.

Em ‘As Sufragistas’, que o canal TVCine 1 estreia este domingo às 21.30, Carey Mulligan veste a pele Watts. Juntamente com as colegas de trabalho Edith e Emily, respetivamente interpretadas por Helena Bonham Carter e Natalie Press, essa personagem junta-se ao movimento que segue a aristocrata Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), também ela em luta pela igualdade de género.

 

O filme britânico, realizado em 2015 por Sarah Gravon e baseado em factos reais, recorda que a luta pelo voto das mulheres foi tudo menos pacífica. Um caminho difícil que, como a própria Maud afirma a determinada altura desta longa-metragem, envolveu partir janelas e incendiar todo o tipo de coisas. “A guerra é a única linguagem que os homens entendem”, justificou.

 

Uma imagem de época que mostra a luta das mulheres pelo direito ao voto
Uma imagem de época que mostra a luta das mulheres pelo direito ao voto

 

Num vídeo divulgado na altura da estreia desta produção nos cinemas, a protagonista referiu que “a vida das mulheres daquela época era muito, muito difícil”. “O horário de trabalho era terrível, ganhavam muito menos que os homens”, comentou Carey. Já Streep recordou que “o movimento sufragista era visto como uma ameaça, porque a sociedade hierárquica na Inglaterra era comandada por homens em todos os níveis”.

“Isso não deveria ser um assunto feminino. Todos nós temos de nos unir uns pelos outros”, disse Meryl Streep, de 67 anos, sobre ‘As Sufragistas’.

Desafiada a falar sobre a forma como se documentou, a realizadora disse ter recorrido a diários, relatos não publicados de mulheres e arquivos de polícia. “Ficamos a perceber o quão chocante era tudo aquilo. A forma de as mulheres combaterem a desigualdade faz-nos olhar para o mundo de hoje em dia, onde há tantas situações parecidas.”

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