Hillary Clinton a presidente? Há cada vez mais dúvidas

Hillary Clinton

A revelação de mais emails privados, e polémicos, e a nova investigação do FBI parecem estar a ter impacto na campanha de Hillary Clinton, na reta final para as eleições presidenciais de 8 de novembro.

Uma sondagem divulgada ontem, 1 de novembro, pelo jornal ‘The Washington Post’ e pela televisão ABC, coloca o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, à frente da secretária de Estado, que concorre pelos democratas.

Pela primeira vez desde maio, e quando falta apenas uma semana para os eleitores decidirem quem será o próximo presidente dos Estados Unidos da América, Trump colhe 46% de intenções de voto e Clinton 45%.

O inquérito foi realizado entre 27 e 30 de outubro, com uma amostra de 1.128 votantes e é publicado depois de o FBI ter anunciado que vai aprofundar a investigação à utilização de uma conta de email privada por parte de Hillary Clinton quando esta era secretária de Estado do governo de Barack Obama, entre 2009 e 2013.


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A forma como o FBI tem gerido essa investigação tem sido alvo de críticas, não só pelos apoiantes de Clinton, mas também pelos republicanos. O facto de a instituição divulgar publicamente informação sensível a poucos dias das eleições é visto como fator perturbador de um processo eleitoral e muitos acusam o diretor do FBI, James Comey, de, ao revelar informação sobre um candidato e ocultar a de outro (Trump, neste caso), estar a tomar partido e a usar o seu poder para influenciar o resultado das eleições.

Apesar da inversão do sentido de voto que a sondagem, divulgada pelo ‘The Washington Post’ e a ABC, revela, na última semana a distância entre os dois candidatos foi-se reduzindo, mesmo com Hillary Clinton a manter-se à frente.

O agregador de sondagens RealClear Politics, publicado pelo ‘USA Today’, contabilizava, a 26 de outubro, 45.5% para Hillary Clinton e 40.8% para Donald Trump, nas intenções de voto gerais. A última atualização, com data de hoje, 2 de novembro, dá 45,1% para a candidata democrata e 43,1% para o candidato republicano.

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Economistas contra Trump

Quem pretende assumidamente influenciar uma votação que resulte na derrota do candidato republicano é um grupo de 370 economistas, onde se incluem oito laureados com o Prémio Nonel da Economia, e que lançou esta quarta-feira uma carta aberta, criticando Donald Trump por enganar os eleitores e defendendo o voto “noutro candidato”, refere a Agência Lusa.

A carta aberta, noticiada pelo Wall Street Journal, não recomenda explicitamente o apoio a Hillary Clinton – que também tinha sido visada numa outra carta aberta, em setembro, por 306 economistas – mas refere que Trump “informa erradamente o eleitorado, degrada a confiança nas instituições públicas com teorias da conspiração e promove ilusões propositadas sobre a realidade”.

Mais do que a defesa de um candidato ou de uma política económica, a novidade da carta é a refutação técnica das afirmações de Trump, com o consequente apelo ao não voto no candidato.

“Nós, o grupo abaixo-assinado, representamos uma larga variedade de áreas de especialização e estamos unidos na nossa oposição a Donald Trump; nós recomendamos que os eleitores escolham um candidato diferente”, diz o texto.

Ontem, o milionário lançou mais uma promessa polémica. Se ganhar as eleições, uma das suas primeiras medidas será revogar o Obamacare, um sistema de seguros de saúde criado por Barack Obama para beneficiar os que têm mais dificuldades financeiras.

Flórida e o tudo por tudo
A Flórida pode ser decisiva nos resultados do próximo dia 8 e é lá que os candidatos fazem as últimas apostas das suas campanha.

Hoje é o segundo dia seguido de campanha de Hillary Clinton neste estado, um ato de campanha que conta com o apoio do vice-presidente, Joe Biden. Amanhã será o próprio Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a viajar para a Flórida para apoiar Hillary Clinton.

Também Trump participa, esta quarta-feira, numa iniciativa, em Miami, dirigida à comunidade latina residente, essencial para garantir a vitória num estado que é vital para o candidato poder continuar a lutar pela Presidência americana.

Imagem de destaque: Brian Snyder/Reuters

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