Um milagre cor de rosa em forma de sal

sal rosa

Facto: sal em excesso faz sempre mal. Facto: se tiver que o usar, use um sal integral, ou seja, com o mínimo de processamento, que normalmente o reduz apenas a cerca de 97% de cloreto de sódio e 3% de químicos artificiais (desumidificadores e clareadores). Facto: mais que por motivos de saúde, o sal dos Himalaias é muita lindo e merece frasco transparente e ficar bem à vista na cozinha, como um bibelot.

Como em todos os produtos de saúde ‘da moda’ o sal rosa dos Himalaias também tem fanáticos seguidores e outros tantos céticos. Mas nem que seja pela sua pouca processão e resguardo da ação de agentes contaminadores, este sal é de longe melhor que o costumeiro do supermercado.

Só a história da origem deste sal é geologicamente linda: dentro dentro das longínquas montanhas dos Himalaias, onde se aninha o Tibete, está aprisionada uma mina multi milenar de sal antigo, puro e protegido por camadas e camadas de rocha e gelo de todas as porcarias que a humanidade vomita desde pelo menos a era industrial. Antigo pelo menos desde que as convulsões do planeta há 50 milhões de anos atiraram com o resto de todo um oceano com 200 milhões de anos para o topo do mundo.

Cristalizado em cor de rosa suave e de sabor único, o sal dos Himalaias é extraído manualmente e sem grandes recursos industriais, permanecendo integral. Depois é embalado e distribuído ao redor do planeta. Sem refinamentos nem outros envenenamentos. O sal dito ‘normal’, o refinado da prateleira da grande superfície com letras grandes, tem em média 97% de malévolo cloreto de sódio e 3% de químicos artificiais. O rosa dos Himalaias tem 85% de cloreto de sódio e 15% de minerais naturais e essenciais para a saúde e ao contrário do outro, é colhido já seco, preservando a sua estrutura natural.

O grão de sal dos Himalaias é mais volumoso, iludindo a mão de quem tempera. E isto, juntamente com o seu sabor distinto e particular, educa-nos o palato para comer menos salgado, deixando que sabor natural das coisas se sobrepunha ao tempero.

Apesar de não ser tão prejudicial para a saúde como o sal corrente, o rosa dos Himalaias não deixa de ser sal: no máximo, por dia e por adulto, 6 gramas são os recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Esta quantidade é um total, não se esqueça de descontar o sal que vai comendo ao longo do dia em produtos cuja feitura não é da sua responsabilidade, como o pão, entre outros.

O sal dos Himalaias faz parte uma lista seletíssima de sais em redor do mundo, especiais tanto pelo sabor como pela proveniência protegida e documentada. Como ele, também estes sais integrais têm nomes e memórias descritivas belos como num romance: o negro do Havai, vulcânico, a nossa flor de sal não-refinada, e o sal cinzento ou celta, marinho mas colhido em tanques de argila, onde vai buscar outros minerais relevantes.

Durante muito tempo, o sal dos Himalaias era coisa rara e caríssima. Continua a ser mais caro que os tradicionais de salina, mas faz mil maravilhas pela saúde se, (como dizem as publicidades a produtos saudáveis) fizer parte de um estilo de vida sanado.

Compra-se nas lojas de comida ‘natural’ e biológica e custa, por exemplo, €4,65/kilo no Celeiro. E é lindo, já lhe disse? Cor de rosa é super nas tendências de interiores e qualquer cozinha ganha uma decoração especial com um frasco dele.

 Imagem de destaque: HandmadePictures/Shutterstock

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