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1 em cada 4 grávidas sofre de perturbações de saúde mental

Os números deste estudo levado a cabo pelo King’s College, de Londres, fazem pensar e vêm vincar que, contrariando uma ideia geral do senso comum, nem sempre estar grávida é sinónimo de felicidade absoluta e, em casos particulares, de bem-estar psíquico.

Das 545 grávidas – a partir dos 16 anos – estudadas, 11% tinham depressão, 14% ansiedade, 2% relatavam distúrbios alimentares e outros 2% evidenciavam perturbações obsessivo-compulsivas. Algumas delas revelavam, inclusivamente ter mais do que um problema mental.

As conclusões decorrem de uma investigação levada a cabo no serviço nacional de saúde britânico, NHS, e vêm indicar que, afinal, para lá das questões da saúde mental após o parto, há já patologias que chegam ainda antes de a mãe segurar o bebé pela primeira vez nos braços.

O estudo implicava colocar duas perguntas simples às mulheres grávidas e que passavam por questões como ‘no último mês, sentiu-se frequentemente em baixo, depressiva ou desesperada’ e, em igual período, ‘percebeu uma diminuição de interesse em fazer coisas ou cumprir pequenos prazeres’. Perguntas, ao abrigo do método Whooley, que foram colocadas pelas parteiras, comparavam com um questionário de dez perguntas conhecido como Escala de Depressão Posnatal de Edimburgo e que analisa a saúde mental das mães após o parto.

Louise Howard, professora e coordenadora deste estudo, lembra que uma vez que as mulheres são frequentemente acompanhadas durante a gravidez, estas questões de saúde mental deveriam ser analisadas. “Devia ser perguntado às mulheres, através da ajuda profissional de apoio, quer antes, quer após o parto como está o seu bem-estar emocional”, recomendou a investigadora no estudo.

Imagem de destaque: Shutterstock

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