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Marcelo quer um país “livre do pensamento único, da xenofobia e do racismo”

O Dia de Portugal comemorou-se hoje no Porto, onde teve lugar a cerimónia militar, seguindo depois para o Brasil. No seu discurso no Largo do Molhe o chefe de Estado afirmou que se pretende no futuro um país “independente e livre”.

“Independente do atraso, da ignorância, da pobreza, da injustiça, da dívida da sujeição. Livre da prepotência, da demagogia, do pensamento único, da xenofobia e do racismo”, disse.

Mas este é também dia de Camões, sendo assim “dia da nossa língua, da nossa educação, da nossa ciência, inovação, conhecimento, como que a dizer-nos que só seremos portadores de independência, da liberdade e de universalismo se juntarmos à cultura ancestral a antecipação do futuro“, acrescentou.

Link_SkyrNum discurso de cerca de cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou também uma palavra especial às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Comunidades “desse outro Portugal que nos faz universais”, disse, defendendo que devem estar “mais presentes”: “nas nossas leis, nas nossas decisões coletivas, na nossa economia, mas sobretudo na nossa alma”.

O chefe de Estado disse que Portugal acompanha “muito de perto” as comunidades “com uma palavra de incondicional solidariedade, em especial para as que mais sofrem ou desesperam”, bem como se abre “àquelas e aqueles” que chegam ao país “de tantas paragens sonhando ficar” e ter uma vida melhor do que aquela que “lhes é negada nas suas terras natais”.

 

Lusa