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Afastar a carne do prato é bom para a saúde

tacos de abacate frito com sésamo e lima

Com a entrada em 2016 por que não eliminar a carne do cardápio – ou, se o desafio for muito ambicioso, pelo menos reduzir a quantidade e frequência com que entra no prato?

E são muitas as razões para o fazer. Os estudos que apontam os benefícios de uma alimentação livre de carne multiplicam-se. A começar pelo mais recente, em forma de um alerta lançado pela Organização Mundial de Saúde, que reforçou os perigos do consumo excessivo de carne processada para a saúde.

Os vegetarianos, revela a ciência, têm uma menor incidência de doença coronária, um índice de massa corporal mais baixo e uma pressão arterial mais controlada, quando comparando com os adeptos da carne.

Argumento amigo do ambiente
Aos argumentos associados à saúde juntam-se os que confirmam que cortar na carne ajuda também o ambiente. Como? A resposta é simples. Se pensarmos nas explorações de gado, por exemplo, estudos confirmam que criar estes animais obriga à ocupação de 160 vezes mais terreno e provoca 11 vezes mais emissões de gases com efeito de estufa, aqueles em que se quer cortar, do que a produção de batatas, trigo ou arroz.

E se a falta de conhecimentos no que à culinária vegetariana diz respeito for o argumento para manter a carne no prato, esta é mais uma desculpa sem fundamento. É que são cada vez mais as opções ao alcance de todos.

‘O Grande Livro da Cozinha Vegetariana’, de Joana Alves, é uma boa solução para quem ainda não está preparado para se aventurar na cozinha sem ter por perto receitas sem carne.

As prateleiras das livrarias enchem-se com sugestões, como os livros ‘As Delicias de Ella’, de Ella Woodward, uma britânica que personifica os benefícios da mudança de regime alimentar – foi graças à alimentação vegetariana que conseguiu ultrapassar uma doença rara que a debilitava. Ou ‘O Grande Livro da Cozinha Vegetariana’, da portuguesa Joana Alves, que oferecem receitas mais simples ou mais complexos, entradas, sobremesas ou pratos principais, com ingredientes de fácil acesso e que não obrigam a horas de prisão ao fogão.

Se ainda há dúvidas, basta uma pesquisa na Internet para encontrar blogs com sugestões, indicações e dicas para uma mesa mais saudável.

Carla Marina Mendes