As duas razões pelas quais Kate não usou tiara na coroação de Carlos III

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[Fotografia: Odd ANDERSEN / AFP]

Poderia até parecer uma tiara, mas era uma peça ornamental para a cabeça criada de propósito para Catherine Middleton, para a coroação de Carlos III, e compreendia uma versão mais simples que foi usada pela princesa Charlotte.

Mas, afinal, porque é que faltaram as tiaras na investidura de Carlos III, no sábado, 6 de maio? Primeiro, para corresponder aos desejos do novo rei, que foi coroado numa cerimónia mais curta, mais rápida, com menos convidados e claramente menos dispendiosa para acompanhar os tempos de aumento de custo de vida. Segundo, a escolha da folhagem tridimensional na peça usada por Kate – em prata e fio de prata e cristais – é uma homenagem a uma das causas mais caras a Carlos III: o ambiente.

Recorde-se que, como presente simbólico da coroação, Carlos III endereçou 200 mil pacotes de sementes de flores silvestres para as escolas primárias do Reino Unido e para as crianças semearem nos espaços verdes, incentivando-as a cultivar o gosto pela natureza.

A homenagem de Kate a Diana e Isabel II

A ruptura com a tradição também estava de acordo com o desejo relatado de Carlos III de que a coroação fosse “meritocrática, não aristocrática”, que viu a aristocracia ser amplamente substituída por “heróis da comunidade” que conquistaram o seu lugar.

Na última coroação em 1953, quase todas as mulheres reais e aristocratas usavam tiaras com pedras preciosas e pérolas.

Catherine, cujo título formal é princesa de Gales, em vez disso, usou uma peça prateada Jess Collett x Alexander McQueen com bordados de folhas tridimensionais.

O vestido, também de Alexander McQueen, era em crepe de seda marfim com bordados de motivos de rosa, cardo, narciso e trevo para representar as quatro nações do Reino Unido.

Uma escolha que não ignorou a herança das mulheres da família real britânica. Kate Middleton usou brincos de pérolas e diamantes que eram os preferidos de Diana e um colar de Isabel II.