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Assunção Cristas: “Não será o partido de uma única mulher.”

Assunção Cristas apareceu para a política, ou antes, para a vida pública, em 2007, quando se discutia a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Lutou pelo não, debateu vezes seguidas na televisão e destacou-se pelas intervenções muito combativas.
O ‘não’ perdeu, mas Paulo Portas viu-a e foi buscar a então professora de Direito na Universidade Nova de Lisboa e rapidamente a colocou no topo da hierarquia do CDS-PP – foi indicada pelo líder dos populares para a Comissão Política do partido. As convicções conservadoras – Assunção Cristas é afirmativamente católica praticante – e a paixão com que defende as suas causas foram sempre apresentadas como pontos-chaves da sua personalidade política.

Na apresentação da candidatura à liderança do CDS-PP, referiu essas mesmas convicções:

” Tenho a profunda convicção de querer continuar a defender a causa pública.

Em política nada se faz sozinho.

O CDS precisa de todos os que já cá estão e os que possamos trazer.

Não será o partido de uma única mulher.

Candidato-me porque estou preocupada com o meu país, preocupada com um governo que desconfia do sector privado”

 

Aos 41 anos, Assunção Cristas já foi Ministra da Agricultura, do Mar e do Ordenamento do Território em dois Governos Constitucionais (o segundo durou apenas 29 dias). Da primeira vez, deu a indicação por despacho no Ministério para a não utilização de gravatas e para o trabalho ser feito em mangas de camisa, de forma a poupar no arrefecimento do ar condicionado. A medida que foi bastante popular entre os portugueses e enquadrou-se num conjunto de sinais que o 19º Governo quis dar para mostrar uma alteração de atitude face ao poder (na mesma linha, Mota Soares apareceu de lambreta em ocasiões oficiais).
Cristas foi também a primeira mulher a estar grávida enquanto era Ministra em Portugal. Maria da Luz, a quarta filha da futura líder do CDS-PP nasceu em 2013 e a então Ministra gozou da licença de maternidade.
Maria de Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça nasceu em Luanda, a 28 de setembro de 1974. É casada, tem 4 filhos, é doutorada em Direito e foi professora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior.

Por Carla Macedo