AstraZeneca reconhece risco “muito raro” de trombose devido a vacina contra covid-19

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[Fotografia: Mufid Majnun/Unsplash]

Admite-se que a vacina AstraZeneca pode, em casos muito raros, causar TTS ( trombose com síndrome de trombocitopenia, no acrónimo original). O mecanismo causal não é conhecido”. A declaração foi feita pela própria farmacêutica, em fevereiro, num documento a que jornal britânico The Telegraph teve acesso e que vem indicar que esta é a primeira vez que a companhia reconhece este efeito secundário na vacina que desenvolveu para combater a covid-19.

A vacina, que foi administrada em Portugal durante a pandemia, passou a ser inoculada em utentes com mais de 65 anos “quando se percebeu que poderia haver uma reação em pessoas mais jovens, pelo que foi imediatamente alterada e para quem tivesse mais de 65 anos e para reduzir os riscos”, avançou especialista em declarações à CNN Portugal.

O efeito raro atinge sobretudo pacientes que têm baixos níveis de plaquetas, o que aumenta o risco de hemorragias. Porém, o mesmo especialista salvaguarda que “a ocorrência deste síndroma é mais forte junto de quem tinha doença manifesta com Covid-19 do que aquela que adveio da utilização da vacina”, afirma.

Recorde-se que a farmacêutica enfrenta processo em tribunal interposto por alegadas vítimas e familiares que avançam terem sido lesados pelos efeitos secundários da vacina e que exigem uma indemnização multimilionária. A AstraZeneca contesta as alegações, mas vem agora reconhecer este efeito.