Bárbara Guimarães: “A justiça é muito morosa”

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[Fotografia: Instagram/Bárbara Guimarães]

“É muito morosa, a justiça é muito morosa”. A análise é de Bárbara Guimarães, entrevistada por Catarina Raminhos no podcast Incríveis Conversas Banais, e chega em resposta a uma fase longa da sua vida que tem estado sob o olhar mediático: o divórcio marcado por acusações de violência doméstica e longa batalha legal com o ex-marido, Manuel Maria Carrilho. Nem o nome do antigo ministro da Cultura socialista nem a violência doméstica são taxativamente referidos na conversa, mas são claras as alusões.

E Bárbara Guimarães descreve: “passaram nove anos e ainda falta ir mais uma última fase do primeiro processo.” “E é por isso que mantenho este silêncio quieto”, justifica e acrescenta: “Temos uma amiga em comum, Rita Ferro Rodrigues, que me diz silêncio que grita.”

Apesar de muito “moroso”, Bárbara Guimarães lembra que “as pessoas mais próximas foram muito importantes” e que “agora é refazer”. “Temos que andar sempre a reinventarmo-nos”, aconselha. “A separação tinha de acontecer, foi importante e protegendo ao máximo as pessoas que mais amo: os meus filhotes. E cada vez mais gosto de os ver crescer. Não tenho o saudosismo, adoro vê-los andar pelo mundo, viajar com eles e senti-los companheiros”, refere.

 

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Uma conversa intimista que abordou a luta contra o cancro de mama com a qual a apresentadora lidou e que não a deixou no mesmo ponto onde estava antes de ter sido apanhada de surpresa pela doença. “Isto mudou-me. A superação, estes tais diálogos connosco próprios, o processo de tudo. Ficamos diferentes”, revela, detalhando o que mais mudou. “Sinto que vivo mais intensamente as coisas, não deixo nada para amanhã, sinto-me mais consistente… e menos tolerante, também já não faço assim muitos fretes”, diz, sorrindo.

Admite que a capacidade já não é a mesma e é a atitude o motor desta transformação. “Já não vamos estar a 100% como estávamos, mas aquele bocadinho, os tais 20% que perdemos, damos uma volta tão grande que é como se tivéssemos novamente os 100%, damos mais valor”, afirma, considerando que ter revelado publicamente que estava com cancro, logo na primeira semana do diagnóstico, foi parte essencial de todo o processo. “Para mim foi importante assumir logo, mesmo publicamente. Acho que isso traz respeito e dignidade quando se tem de passar por este processo”, diz.