Black Friday: 12 regras a cumprir antes de comprar e duas para resolver

Young woman shopping at the time of virus wearing protective mask
[Fotografia: Istock]

A uma semana da tão anunciada baixa de preços em todos os produtos, conhecida como Black Friday, comece a a informar-se já sobre direitos, deveres e garantias em época de consumo comummente exacerbado.

Aquisições que estão a ser feitas cada vez mais online e menos presenciais, devendo-se, por isso, redobrar atenções e certificar-se de que está a comprar em sites seguros e oficiais.

Procure sempre reconfirmar os preços e os produtos, se a proposta lhe for feita a si e não uma busca que parta de sua iniciativa.

A uma semana desta baixa de preços, a Associação de Defesa do Consumidor DECO revela ao Delas.pt deixa 11 recomendações a que deve prestar atenção na hora de fazer uma compra e dois direitos que tem ao dispor para o caso de precisar de efetuar trocas.

Conselhos que vão para lá da sugestão de controlar impulsos e adquirir o que não precisa. “O apelo do pague um e leve dois, por exemplo, pode levar o consumidor a comprar impulso, revelando-se um gasto desnecessário e pouco sustentável”, avisa a entidade.

A Deco recorda ainda que “as vendas com redução de preço, sejam saldos, promoções, liquidação, ou a mundialmente famosa Black Friday, procuram quase sempre ou escoar os produtos da época anterior, ou/ e aumentar o volume de vendas ou promover o lançamento de um produto não comercializado anteriormente pelos agentes económicos”. Por isso, ainda que esteja diante uma eventual “boa oportunidade de comprar” em vésperas de Natal, tal implica extraordinária atenção. “O consumidor terá de estar atento, comparar produtos, preços e quantidades e avaliar se o desconto valerá efetivamente a pena”, vinca fonte oficial da associação

Veja abaixo as recomendações deixadas pela DECO:

O que fazer antes de decidir comprar

O produto em promoção deve apresentar os dois valores ou preços: o atual – com desconto – e o inicial. Importa saber que «o preço mais baixo anteriormente praticado» é o preço mais baixo a que o produto foi vendido, fora de eventuais períodos de saldo ou de promoção, nos 90 dias anteriores ao dia em que é posto à venda em saldo ou em promoção.

Deve saber também que a «percentagem de redução» é relativa ao preço mais baixo anteriormente praticado ou, tratando-se de um produto não comercializado previamente naquele estabelecimento respeita ao preço a praticar após o período de redução.

Ler atentamente os folhetos promocionais, sobretudo para verificar se o preço compensa – por vezes preços de marca branca ou sem estarem em promoção são opções ainda mais baratas ou se precisas efetivamente do produto.

Analisar as dimensões das embalagens e confirme se o valor registado na caixa corresponde ao anunciado.

As trocas de produtos comprados em campanha de redução de preço devem seguir as regras aplicadas a qualquer época comercial. Portanto, deve saber que o comerciante não é obrigado a trocar os artigos sem defeito vendidos. Na verdade, a maioria dos comerciantes efetuam a troca por mera cortesia comercial. Nada como conversar com o comerciante e informar-se sobre a sua política de trocas ou devoluções.

Se o bem tiver defeito? A troca é obrigatória. Não se esqueça de guardar o recibo com o preço e a discriminação dos artigos comprados para exigir o cumprimento deste direito.

Analisar a fatura-recibo, pois é neste documento que consta a política de trocas e devoluções praticadas por aquela loja em concreto (ex: os prazos de troca podem variar, nuns casos 15 dias, noutros casos 30 dias).

A política de trocas e devolução também tem que estar afixada de forma visível na loja, para que o consumidor efetue uma compra informada.

Quanto aos meios de pagamento, as lojas não são obrigadas a aceitar cheques ou cartões de crédito ou débito, por isso, tanto numa época regular como na época de promoções, estes podem ser recusados. Contudo, tal informação deve estar afixada de forma visível para o consumidor. Se estas formas de pagamento foram usadas em épocas normais, os comerciantes são obrigados a aceitá-las em época de saldos.

Compras online

Se preferir comprar online, não se esqueça de averiguar a segurança do site comercial. Saiba aqui como o fazer.

Confirmar se a promoção tem um limite mínimo de compras para oferecer os portes de envio. Caso contrário, poderá estar a gastar mais do que planeado na sua compra inicial

O prazo de livre resolução – 14 dias – aplica-se às compras realizadas via internet e permitem devolver o produto, sem ter de invocar um motivo para tal, e ser reembolsado do pagamento já efetuado.

Em caso de compra que não correu bem:

Deve sempre reclamar por escrito e para tal pode usar o livro de reclamações do estabelecimento comercial, ou então, o livro de reclamações eletrónico (o qual deve obrigatoriamente constar no site da loja).

Recurso à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e também à Deco.