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Hoje é o Dia da Igualdade Salarial. Como é que ela está em Portugal?

É para responder a esta pergunta, ou para fazer o retrato do acesso ao emprego e ao salário no País, que a CITE assinala este 2 de novembro como o Dia da Igualdade Salarial e marca a jornada com um Seminário onde vai apresentar um relatório sobre a evolução do mercado de trabalho em termos de género em Portugal.

No documento verifica-se que a massa de população ativa envolvida no mercado de trabalho diminuiu, de 2015 para 2016, e que é nas mulheres que esse abandono da situação ativa tem mais expressão – entre 2015 e 2016 são quase 12 mil trabalhadoras a menos. Elas são agora 48,8% dos assalariados. Mas há outras diferenças assinaláveis:

  • São 53% as mulheres que têm emprego, contra 64% dos homens em idade ativa.
  • A taxa de emprego, entre os 15 e os 64 anos, situou-se em 62,4% para as mulheres e 68,3% para os homens.
  • Entre 2014 e 2015 notou-se um aumento da feminização do mercado de trabalho em todos os setores.
  • Entre 2015 e 2016, o crescimento do emprego nas profissões altamente qualificadas entre 2015 e 2016 foi mais significativo para as mulheres (+4,3%).
  • É nas profissões altamente qualificadas que se verifica que a proporção de mulheres é consistentemente superior à dos homens.
  • Há mais homens como trabalhadores independentes do que mulheres (21% contra 13%)
  • A diferença salarial entre homens e mulheres mantém-se: elas ganham cerca de 83,3% da remuneração média mensal de base dos homens.

  • No ganho total (que inclui componentes do salário, como compensação por trabalho suplementar, prémios e outros benefícios, geralmente de caráter discricionário) a diferença entre géneros aumenta: elas ganham apenas cerca de 80% da remuneração média mensal que eles conseguem.
  • Objetivamente: as mulheres ganham em média €825,00 e os homens €990,00.
  • A diferença salarial foi menor na base do que no topo da hierarquia das qualificações profissionais.
  • Nos grupos altamente qualificados, a remuneração média mensal de base das mulheres representava 73,6% da remuneração dos homens (menos 0,1 p.p. face a 2014), enquanto o ganho representava 72,1% face à média dos homens.

  • Quanto menores as qualificações menores as diferenças salariais de género.

Às 15h00 começa o Seminário Igualdade de Género no Mercado de Trabalho – Dia da Igualdade Salarial, no Auditório das Águas de Portugal, em Lisboa. Nos vários painéis vai ser apresentado este relatório, bem como exemplos de boas práticas e ainda discutidas as políticas ativas de igualdade nas empresas. Catarina Carvalho, diretora do Delas.pt, vai moderar o debate sobre igualdade salarial, entre Confederações Patronais e Sindicatos.