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Consumidores de marijuana fazem mais sexo

A notícia chega de um estudo científico da Universidade de Stanford e publicado este mês no Journal of Sexual Medicine, mas há algumas advertências que são necessárias – antes de mais – dar conta. Ou seja, não será por começar a consumir marijuana que a vida sexual vai ganhar um novo fôlego. O que o estudo indica é que quem o faz diz ter mais sexo do que quem não inclui a prática na sua vida mensal, semanal ou mesmo diária.

São os próprios investigadores Andrew J. Sun e Michael L. Eisenberg a fazer a ressalva. “Há uma associação positiva entre o uso da marijuana e a frequência sexual e que é verificada em homens e mulheres nos vários grupos demográficos. Contudo, ressalvamos a importância de serem estudados os efeitos da marijuana no desempenho sexual”, lê-se na conclusão do estudo (e que pode ler aqui).


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Os pesquisadores perguntaram aos homens e às mulheres quantas vezes tinham tido relações sexuais com uma parceira ou parceiro, respetivamente, nas últimas quatro semanas. Também inquiriram os participantes no sentido de perceber com que frequência tinham fumado marijuana nos últimos 12 meses.

As mulheres que consumiam mensalmente disseram ter sexo, em média, 6,7 vezes em quatro semanas, comparando com as seis vezes reportadas por aquelas que não fumavam. Já aquelas que consumiam semanalmente, afirmaram ter feito sexo 7,3 vezes num mês. Houve depois uma descida para os 7,1 no caso em que o consumo era diário.

Para os homens e para consumos mensais, semanas e diários as médias são, respetivamente, de 5,7, 6,0 e 6,9 vezes por mês. Episódios sexuais que comparam com 5,6 vezes para os que não usam a famosa substância.


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Sun e Eisenberg analisaram os dados familiares norte-americanos – apresentados pela entidade National Survey of Family Growth – e para os anos de 2002, 2006 a 2010 e 2011 a 2015. Contas feitas, dizem ter obtido uma amostra da população que contava com mais de 28 mil mulheres, com uma média de idades de 29,9, e quase 23 mil homens, com 29,5 anos.