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Desigualdade salarial começa na escolha do curso

A desigualdade salarial entre homens e mulheres pode começar logo na universidade, segundo aponta um estudo, intitulado Benefícios do Ensino Superior, da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

De acordo com investigação, citada pelo DN, os cursos que as mulheres escolhem influenciam o nível de rendimentos que vão ganhar no futuro e, culturalmente, a as áreas de estudo com saídas profissionais mais bem remuneradas ainda são conotadas com o sexo masculino e mais frequentadas por homens.

Apesar de representarem atualmente 60% da população licenciada, o sexo feminino está sub-representado nas áreas que pagam melhor, como as áreas das tecnológicas e científicas.

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“As mulheres são mais no ensino superior mas o que acontece é que nas profissões CTEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática estão abaixo de um terço. E mesmo nalgumas tecnologias, por exemplo ao nível da Engenharia Informática, estão ainda mais abaixo do que isso, na ordem dos 20%”, explica ao DN, da Universidade do Minho, um dos autores do trabalho, que analisou os cerca de 2,8 milhões trabalhadores por conta de outrem do setor privado português.

Além da diferença salarial entre géneros para trabalho e funções iguais, as mulheres acabam por se afastar das áreas que potencialmente garantem os vencimentos mais elevados, como acontece nas CTEM, onde os salários “são superiores em 10% a 20%”.

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O investigador realça também que as mulheres deixam de ser a maioria na formação superior complementar, quando se passa das licenciaturas para as pós-graduações.

As mulheres representam 60% dos [novos] licenciados mas a percentagem cai para os 51% ao nível dos mestrados. Seria interessante perceber o que motiva essa menor percentagem”, diz ao DN, Hugo Figueiredo, da Universidade de Aveiro, coautor do estudo.

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