Donald Trump ‘emenda-se’ em caso de violência doméstica

Donald Trump condenou pela primeira vez o caso de violência doméstica em que se encontra envolvido o ex-conselheiro Rob Porter, acusado de abusos contra duas ex-mulheres e afastado na semana passada.

De acordo com a Associated Press, alguns conselheiros da presidência dos Estados Unidos mostram-se “aliviados” pelas declarações do chefe de Estado norte-americano, apesar de demonstrarem indefinição sobre o futuro do chefe de gabinete, John Kelly, pela forma como geriu as alegações contra Porter.

Aparentemente motivado por Kelly, o primeiro comentário de Trump após a demissão terá sido elogioso para com Rob Porter. Porém, após as alegações das ex-mulheres sobre maus tratos, Trump demonstrou dúvidas sobre o assunto. Finalmente, na quarta-feira, 14 de fevereiro, Trump disse aos jornalistas que se opõe “totalmente” à violência doméstica.

O escândalo que atingiu a Casa Branca está a afetar o chefe de gabinete pela má gestão que fez das notícias e das alegações, tendo levado Trump a defender, para lá da defesa inicial do conselheiro Porter, a questionar o movimento #MeToo, que defende os direitos das mulheres e denuncia situações de abuso.

“As vidas das pessoas são destruídas por meras alegações”, disse, na semana passada, Trump (também ele acusado de assédio) e logo após o afastamento de Porter.


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Segundo fontes da Associated Press, Trump já se terá queixado a membros do gabinete de que Kelly perdeu o controlo sobre o escândalo que envolve Porter, portando-se de forma “amadora e incompetente”. John Kelly, um general de quatro estrelas na reforma, assumiu o cargo em julho de 2017.

Imagem de destaque: Joshua Roberts/Reuters

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