Empresas de media continuam longe da paridade

A igualdade de género na liderança das 100 maiores empresas de media do mundo continua a ser uma miragem. Segundo a análise da Nordicom – centro de investigação de media e comunicação da Universidade de Gotemburgo -, publicada esta segunda-feira, 26 de fevereiro, o domínio masculino é visível em todos os tipos de empresas de media, onde se incluem a Microsoft, a Viacom, o Facebook ou a Amazon, e em todos os continentes.

As estatísticas mostram que 80% dos cargos de direção são ocupados por pessoas do sexo masculino, que no caso dos altos executivos da administração apenas 17% são mulheres, um número que desce drasticamente quando se olha para os CEOs da lista: só seis são mulheres. Além disso, 30 das 100 empresas não têm nenhum elemento do sexo feminino na direção.

A sede das 100 maiores empresas está localizada em 21 países diferentes: EUA, Canadá, China, Japão, Índia, África do Sul, Brasil, México, Holanda, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Suécia, Noruega, Finlândia, Espanha, Dinamarca, Portugal, Suíça e Bélgica. A 94ª. empresa da lista é a portuguesa NOS, liderada por Miguel Almeida. Os dados são referentes a 2016 – anteriores à entrada em vigor da chamada lei das quotas – e revelavam que havia uma mulher (Ana Paula Marques) num total de seis altos executivos da administração, o que corresponde a 17% de representantes femininas. Na direção essa percentagem subia ligeiramente, para 20%, o equivalente a três mulheres num total de 15 elementos.

Dados das maiores 20 empresas, com base na lista das 100 principais empresas internacionais de media publicada pelo Instituto de Política de Comunicação e Media na Alemanha. (Nordicom)

Segundo a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, a análise do Nordicom “é particularmente pertinente no contexto da preparação da 62ª Sessão da CSW das Nações Unidas, cujo tema de revisão este ano é o da participação e acesso das mulheres aos media, e às tecnologias de informação e comunicação e o seu impacto e utilização enquanto instrumento para o avanço e o empoderamento das mulheres”.

 

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