Espanha: Sánchez recupera Ministério da Igualdade e cria governo paritário

Fotografia: Sergio Perez/Reuters

Pedro Sánchez, presidente do novo governo espanhol (o equivalente ao primeiro-ministro, em Portugal) já escolheu os seus ministros e no novo executivo há duas novidades que, em matéria que género, se destacam: a recuperação do Ministério da Igualdade e a distribuição paritária das pastas.

Segundo a imprensa espanhola, o equilíbrio da representação dos dois sexos no governo espanhol começa logo no Ministério criado pelo ex-ministro José Luis Rodrigues Zapatero e entretanto reabilitado pelo seu sucessor.

Sánchez convidou a atual secretaria de Igualdade do seu partido, o PSOE, para tutelar o Ministério da Igualdade. Carmen Calvo, que foi ministra da Cultura de Zapatero – outra das pastas recuperadas pelo novo governo – será também a número dois do atual executivo espanhol, acumulando o cargo do vice-presidente do governo com o de ministra da Igualdade.

Da esquerda para a direita: Carmen Calvo, María Jesús Montero, Meritxell Batet e Nadia Calviño. (Fotografia: DR)

Apesar de a formação oficial do executivo só dever ser conhecida esta quarta-feira, 6 de junho, nos media espanhóis vão sendo revelados alguns nomes que confirmam a intenção de tornar a paridade uma realidade ao mais alto nível da estrutura do poder espanhol. Pastas-chave como as Finanças, Economia e Administração Territorial serão tuteladas por mulheres, respetivamente María Jesús Montero, Nadia Calviño e Meritxell Batet.

Mariano Rajoy deixa liderança do PP

Ao mesmo tempo que se vai sabendo como será composto o futuro governo de Espanha, também o partido agora na oposição, o Partido Popular (PP), vai conhecendo alterações.

Como seria previsível, o ex-primeiro-ministro Mariano Rajoy, derrotado na moção de censura da passada sexta-feira, 1 de junho, que fez cair o seu executivo e permitir a subida ao poder de Pedro Sánchez e do PSOE, anunciou a sua demissão da presidência do PP.

O anúncio foi feito esta terça-feira, em Madrid, e o ex-presidente do Governo espanhol revelou também que iria propor a marcação de um congresso extraordinário para escolher o seu sucessor.

 

Imagem de destaque: Sergio Perez/ Reuters