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Esperança média de vida das mulheres aumenta para os 83 anos

A esperança de vida à nascença, em Portugal, aumentou nos últimos seis anos e está agora estimada em 80,62 anos para o total da população, revelam os dados o Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quarta-feira, 27 de setembro.

Segundo as Tábuas de Mortalidade relativas ao triénio 2014-2016, por comparação com o triénio 2008-2010, a esperança de vida à nascença em Portugal foi estimada em 77,61 anos para os homens e de 83,33 anos para as mulheres.

“Estes valores representam um ganho de 1,44 anos para os homens e de 1,14 para as mulheres” em 2014-2016, comparativamente com os valores estimados para 2008-2010, sublinha o INE.

Mulheres continuam a viver mais anos

Apesar da esperança média de vida continuar a ser superior para as mulheres, a diferença para os homens tem vindo a diminuir, sendo agora de 5,72 anos (face a 6,02 em 2008-2010).

A esperança de vida aos 65 anos atingiu 19,31 anos para ambos os sexos, no triénio 2014-2016, com os homens a poderem viver, em média, mais 17,44 anos e as mulheres mais 20,73 anos, o que representa um ganho de 0,70 anos, para ambos, face a 2008-2010.

“A diferença entre a longevidade aos 65 anos de homens e mulheres em 2014-2016 foi de 3,29 anos, retomando aos valores de 2008-2010, após um período em que se verificaram ligeiros acréscimos”, adiantam os dados.

Madeira com maior aumento

As melhorias na esperança de vida à nascença registaram-se em todas as regiões do país, sublinha o INE. Mas foi na Madeira que se verificou o maior aumento, onde a esperança de vida à nascença passou de 76,13 para 78,02 anos.

É também nas regiões autónomas – Madeira e Açores – que se verificam as maiores diferenças de longevidade entre homens e mulheres, onde estas podem viver em média, respetivamente, mais 7,45 anos e 7,03 anos do que os homens.

Já as menores diferenças de longevidade entre os sexos foram encontradas nas regiões norte e centro, com 5,57 e 5,61 anos, respetivamente.

 

“A diferença entre a longevidade aos 65 anos de homens e mulheres em 2014-2016 foi de 3,29 anos, retomando aos valores de 2008-2010, após um período em que se verificaram ligeiros acréscimos”, adiantam os dados do INE.

 

No Algarve observaram-se os valores mais elevados de esperança de vida aos 65 anos para o total da população e para as mulheres, 19,66 anos e 21,04 anos, respetivamente em 2014-2016.

A maior longevidade aos 65 anos para os homens registou-se na região norte (17,70 anos). Contudo, foi novamente na Madeira que se verificou o maior aumento deste indicador, nos últimos seis anos, quer para homens quer para mulheres: de 13,86 para 14,99 anos e de 18,05 para 19,35 anos, respetivamente. ”

“As maiores diferenças de longevidade aos 65 anos entre homens e mulheres registaram-se nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, onde as mulheres podem esperar viver em média, respetivamente, mais 4,36 anos e mais 3,71 anos do que os homens”, adianta o INE.

Na região norte verificaram-se as menores diferenças entre os dois sexos (3,13 anos), para a longevidade aos 65 anos.


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As estimativas relativas à esperança de vida à nascença mostram que em nove das 25 sub-regiões NUTS III foi superado o valor nacional (80,62 anos).

As maiores esperanças de vida à nascença foram registadas no Cávado (81,45 anos), na região de Coimbra (81,25 anos) e na região de Leiria (81,24 anos), e as menores nas regiões autónomas e no baixo Alentejo, com valores abaixo de 79 anos.

Nos últimos seis anos, os ganhos mais elevados de longevidade à nascença verificaram-se na região de Leiria (2,08 anos) enquanto os menores registaram-se na região Terras de Trás-os-Montes (0,35 anos).

 

Lusa