Expressões e movimentos faciais e corporais podem ser mais sexy do que o ‘dirty talking’

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[Fotografia: Pexels/Merili Magi]

Estudos demonstraram uma ligação direta entre a insatisfação sexual e a má comunicação. As mulheres lutam mais para expressarem o que querem ou precisam durante o sexo, tendendo a fazê-lo com mais frequência à medida que a idade avança.

Mas o que se passa até lá? Em vez de ficarem excitadas com o dirty talking [frases ou expressões usadas na intimidade e de teor mais sexualidade), as pessoas parecem preferir comportamentos não-verbais como movimentos corporais, expressões faciais e outras respostas físicas para ajudar a atingir o clímax.

A professora de sociologia do Missouri State University, Alicia M. Walker, e autora de Chasing Masculinity: Men, Validation, and Infidelity [Procura da Masculinidade: homens, validação e infidelidade, em tradução literal] conclui que as mulheres muitas vezes evitam uma comunicação verbal honesta sobre a sua insatisfação sexual para evitar ferir os sentimentos dos homens, especialmente quando a masculinidade ou a auto-estima do homem parecem frágeis.

Uma circunstância a que a idade não é alheia: pessoas com 30 anos ou mais são mais propensas a expressar com o seu parceiro o que desejam e como gostavam de ver apimentada a relação.

Para os pesquisadores, é a autoconfiança e uma melhor compreensão das necessidades e desejos sexuais que empurra as mulheres para esta franqueza. Na verdade, são múltiplos os estudos que indicam que cerca de metade de todas elas não estão satisfeitas com a frequência com que atingem o orgasmo, sendo que, segundo Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, 10% a 15% das mulheres nunca atingiram o clímax na vida.