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Filipa Larangeira: “As mulheres têm muita compaixão com os outros e pouca com elas próprias”

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Filipa Larangeira: “As mulheres têm muita compaixão com os outros e pouca com elas próprias”

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Licenciada em Direito, com mestrado em Gestão, Filipa Larangeira, 37 anos, já deu voltas e voltas na sua vida profissional. Escreveu um livro sobre empreendedorismo, ajudou empresas a crescer, como consultora, passou pela Unilever e Nokia, mas acabou por ir ao encontro das startups. Esteve na Vison-Box, Miniclip e Uniplaces e, há cerca de um ano, levada pela corrente do propósito e da paixão, resolveu dar o salto para criar o seu próprio negócio.

Apaixonada pela área dos recursos humanos, juntou-se a Christina Lopes para erguer a Newmanity, um projeto focado na democratização do bem-estar que, no próximo dia 8 de novembro, promoverá uma conferência centrada na liderança no feminino: “Female Leadership: Cooperation, Purpose & Impact”.

A decorrer ao mesmo tempo que a segunda edição da Web Summit em Lisboa, a iniciativa destina-se “a homens e mulheres que consigam perceber que o empoderamento das mulheres na liderança é necessário, assim como ajudar os homens a desenvolver a sua faceta mais feminina, ou seja, abrirem-se mais para a cooperação e compaixão.”, explica Filipa ao Delas.pt.

A empreendedora defende um tipo de igualdade de género que “signifique empoderar mulheres não desempoderando homens” e acredita que precisamos de “um mundo mais cooperante”, característica esta associada ao sexo feminino.

Tal como explica a CEO e co-fundadora da Newmanity, o evento, a decorrer entre as 19h e as 21h30 no Ideia Hub Palácio, em Lisboa, pretende “promover um equilibro na sociedade, algo que, neste momento, não existe, sobretudo porque o mundo dos negócios e do empreendedorismo ainda está muito masculinizado.”, acrescenta Filipa.

No vídeo (acima), Filipa Larangeira, que, em janeiro do próximo ano, lecionará um módulo sobre liderança no feminino na Universidade Nova de Lisboa, partilha algumas dicas de como atingir o sucesso, tanto pessoal, como profissional. “Não importa falar de organizações sustentáveis ou positivas, ou mesmo de carreiras bem-sucedidas, se não falarmos do indivíduo como um todo – como se sente, os seus hábitos, a maneira como se relaciona com os outros e como se vê a si próprio -, tudo isso contribui para o seu sucesso profissional.”, sublinha a empreendedora portuguesa.

[Imagem de destaque: Paulo Alexandre Coelho]


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