Filomena Cautela: Na Eurovisão “houve uma cumplicidade que foi completamente refrescante”

Na última Eurovisão – cuja final se realizou faz hoje uma semana – não passou despercebida, pelo contrário. Filomena Cautela destacou-se entre as quatro apresentadoras portuguesas do evento – além de Filomena Cautela, apresentaram o festival Catarina Furtado, Sílvia Alberto, Daniela Ruah -, em grande parte por aquilo a que já nos habituou: o seu humor e a sua capacidade de improviso. Os fãs do festival, que este ano decorreu, pela primeira vez, em Portugal, elegeram-na como uma das melhores anfitriãs de sempre do evento e a imprensa internacional afinou pelo mesmo diapasão – como, de resto, foi recordado na emissão desta quinta-feira do programa 5 para a Meia Noite, que apresenta semanalmente na RTP1, e que passou o que foi sendo escrito a seu respeito. ‘Mena’, como é chamada pelos que lhe são próximos, como carinhosamente passou a ser tratada pelos fãs da Eurovisão e como se apresenta à equipa do Delas.pt é aquilo que vemos no ecrã: a descontração e a boa disposição em pessoa. Por isso, nesta entrevista, dispensaram-se os formalismos e deixou-se que fosse o “tu” a guiar a conversa.

No dia em que acabou a final da Eurovisão escreveste nas tuas redes sociais: “Não tenho muitas palavras neste momento. Vou descansar e amanhã falamos.” Se tivesses palavras para definir, naquele momento, o que tinha sido aquela última semana, o que é que dirias?

Naquele momento não tinha mesmo palavras e era porque estava exausta! Eu acho que o sentimento que todos tivemos – e quando digo todos, é porque acho que não fomos só nós as quatro, foi toda a equipa que estava, não só a da RTP, mas a equipa internacional – é que aquilo foi, de facto, um momento memorável e histórico para a televisão portuguesa, para todos os que nos acompanharam e para todos os que estiveram lá. Portanto, se eu tivesse palavras para explicar aquilo que eu estava a sentir naquele momento seria: Foi um alívio brutal [risos]; pronto, estava feito, estava parido! Mas ao mesmo tempo foi um sentimento de que todos sabíamos que tínhamos feito algo que era histórico e que ia marcar não só as nossas vidas, mas a das pessoas que nos acompanharam e que, felizmente, ficaram muito satisfeitas com o trabalho da RTP. A Daniela [Ruah] disse – eu nunca tive filhos, mas a Daniela tem – que sentia quase a mesma coisa que quando teve os bebés, que é: Foi tão difícil e era um momento tão aguardado, mas de repente era um alívio bom, de ter corrido tudo bem e de as pessoas estarem connosco! Acho que foi mais ou menos isso.

Tiveste noção daquilo que as pessoas diziam de ti? Do facto de o público nacional e internacional te estar a adorar?

Durante aquela semana, não. Porque os dias começavam muito cedo e acabavam muito tarde e eu estava mesmo concentrada e quase não pegava no telemóvel. Portanto, não tive muita noção durante aquela semana. No dia seguinte [à final], no domingo, comecei a ter alguma noção, porque comecei a ver as redes e começaram a ligar-me e então comecei a ter alguma noção do impacto que aquilo teve. Quando comecei a ter essa noção é que percebi, de facto, o que é aquele evento e comecei a perceber que todo aquele trabalho que nós tínhamos tido, durante aquele mês, estava a ser reconhecido. Fiquei um bocadinho nervosa à partida, porque eu nunca fui muito consensual no meu caminho. E de repente, senti muito consenso por parte das pessoas e isso foi um bocadinho assustador para mim, porque não estou habituada. Mas só posso estar agradecida. O meu sentimento é esse, é de gratidão por ter trabalhado com uma equipa da minha RTP, e de todos nós, que me deixou criar e brincar, dentro de um evento tão protocolar, e arriscar num registo que eles sabem que é o meu. E isso é uma prova de confiança que nunca vou poder agradecer o suficiente.

Filomena Cautela foi uma das anfitriãs da Eurovisão, tarefa que acumulou com a apresentação do 5 para a Meia Noite. [Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens]

Improvisaste muito, dentro desse protocolo?

A Eurovisão tem um protocolo muito grande e eu acho que elas, no palco, estavam muito mais condicionadas naquilo que diziam e naquilo que tinham que passar. Eu na greenroom tinha, obviamente, muito mais liberdade. Grande parte dos conteúdos foram pensados e trabalhados, e tiveram de passar por escrutínio, mas houve uma boa parte [risos] que foi muito improvisada, sim. Há coisas que acontecem em qualquer direto, e que aconteceram – houve alguns percalços na emissão, mas que acho que foram resolvidos com muita dignidade – portanto, houve muita coisa que foi improvisada mas também posso dizer que, pelo menos na minha parte, tinha uma equipa de guionistas – o Pedro Ribeiro, a Lucy Pepper e o Nuno Galopim – que trabalharam comigo e que me deram muitas ideias, ajudaram-me imenso e deram-me as bases para eu poder brincar sobre aquilo.

E entretanto, já conseguiste recuperar energias das últimas semanas? O que é que fazes para retemperar forças, em alturas mais agitadas?

Eu acho que qualquer ritual que tivesse era insuficiente. Acho que o meu corpo esteve a guardar uma amigdalite até ao dia seguinte. No domingo, acordei doente e ainda estou um bocadinho. Por isso, no domingo, o ritual foi brufen e tentar voltar a uma normalidade, que não era uma normalidade muito normal… Mas foi um bocadinho assentar, pegar no meu cão, ler o jornal. Aquelas coisas. Mas acho que não havia preparação possível para o rescaldo daquele evento. Foi, de facto, uma semana como nenhuma outra que eu tive na minha vida e, por outro lado… espero que nunca mais tenha nenhuma assim! [risos].

Ao mesmo tempo quiseste manter também a apresentação do 5 para a Meia Noite

Eu não quis! [risos] Não sei se me faço entender…[risos] O 5 para a Meia Noite teve uma tarefa também virtuosa, fez os aftershows das duas semifinais e, portanto, eu acabei a primeira semifinal e vim para aqui fazer o aftershow e na segunda idem. O que posso dizer é que tenho uma equipa, de conteúdos e de produção, aqui dentro da RTP, que fez com que tudo fosse mais fácil para mim. Agora, foi um malabarismo difícil, mas muito prazeroso, porque acho que todos nós que fazemos o 5 [para a Meia Noite] já há dois anos, nesta fase semanal, nós sabemos que temos um produto completamente diferente de tudo o que se faz na televisão e esse amor pelo programa acho que foi muito o que regeu essa semana, aqui dentro, e eles fizeram de tudo para me poupar a uma data de coisas, e pronto, no domingo, já estava a pensar no programa de quinta-feira. E sabes o que é? Já estou também tão habituada à cabeça estar sempre a andar que foi uma transição normal. Mas ao mesmo tempo difícil, sim.

“Na greenroom tinha, obviamente, muito mais liberdade. Grande parte dos conteúdos foram pensados e trabalhados, e tiveram de passar por escrutínio, mas houve uma boa parte que foi muito improvisada”

Apesar disso, tens muita energia. Onde é que a vais buscar?

São os cafés, sabes? Não sei… Eu podia dizer que são os cafés, mas na verdade não são, porque eu não bebo muitos cafés. Não sei muito bem explicar, mas eu acho que quando me passaram para as mãos esta versão semanal do 5 eu senti uma responsabilidade brutal – e a palavra é mesmo esta, brutal – porque é um programa que tem muitos anos de tradição, que tem um público muito grande e que veio de muitos apresentadores, por quem eu tenho um respeito monstruoso, e principalmente um respeito muito grande pelo público que sempre acarinhou este programa. E eu acho que nós tínhamos uma responsabilidade de agradar ao máximo de pessoas possível e ao mesmo tempo era a primeira vez que um talk show, late night, àquela hora, era assumido por duas mulheres, eu e a Inês [Lopes Gonçalves]. Houve muito esta responsabilidade de tentar fazer o melhor e que não fosse o melhor para mim, mas que fosse melhor para as pessoas que fizeram com que o 5 durasse tanto tempo. E acho que a energia vem um bocado daí, de não desistir, das pessoas que todas as semanas me mandam mensagens a dizer que gostam do programa, e isso alimenta mesmo muito as pessoas terem um amor profundo por aquilo que a gente está a fazer. Há pessoas que são mesmo fãs acérrimas do programa e isso dá-te uma estaleca e uma pica que alimenta muito mais do que a cafeína, na verdade.

E foi-te difícil conquistar o teu território no 5 para Meia Noite, sendo mulher, neste tipo de talk-show, onde não se veem assim tantas apresentadoras?

Não te vou mentir. Sim, foi difícil. A primeira fase foi uma fase mais complicada, mas que nós já estávamos à espera porque o programa era um programa com cinco apresentadores, com estilos completamente distintos e com públicos mais ou menos distintos também. É normal que, numa primeira fase, houvesse aquela coisa de “ah, eu gostava era do programa de não sei quem” ou “o outro é que era bom”. Levei com alguma misoginia também. Mas essas coisas passam-me um bocado ao lado. Foi um período um bocadinho conturbado mas o que foi mesmo refrescante foi o facto de essa forma de pensar ter mudado muito rapidamente. Isso foi mesmo uma surpresa. Acho que não estávamos à espera que as pessoas passassem de repente a aceitar tão bem a mudança e a assumir que era uma coisa normal. E eu achava que ia haver muito mais, mas muito mais, machismo e de questionar, mas não houve muito disso. Houve um bocadinho no início, mas passou muito rapidamente. Aquela coisa de acharmos que estamos num país machista, eu não senti muito. Senti muito mais que as pessoas estavam muito mais atentas ao desempenho do que propriamente a eu ser mulher. E isso foi uma surpresa muito fixe.

Uma das características do teu desempenho enquanto apresentadora, é que és muito frontal, costumas dizer aquilo que pensas. Isso já te trouxe algum tipo de problemas?

Já. Já, e por isso é que deixei de fazer isso um bocadinho Quando tínhamos o programa diário e eu tinha um dos dias por semana, eu dava-me a mim própria mais liberdade por ser exatamente isso, isto é, eu podia ter uma forma de estar, uma forma de falar, um tipo de conteúdos e quem não gostasse podia ver o programa no dia a seguir. Nesta fase, eu comprometi-me a não fazer isso e a deixar muito mais a minha forma de pensar e aquilo que eu quero partilhar como cidadã para trás e por mais à frente as minhas preocupações como entertainer e como o programa de entretenimento que tem de ser, muito mais que as minhas opiniões e a minha forma de pensar. Portanto, acho que moderei um bocadinho essa parte e não me arrependo, mas, obviamente, tenho sempre uma forma de estar, de falar e de tratar os assuntos que é minha.

E essa forma de tratar os assuntos já deixou algum dos teus convidados menos à vontade ou, de certa forma, desconcertados?

Por acaso, estava a pensar enquanto estavas a fazer a pergunta, se houve algum que eu desconcertei e que tivesse ficado radicalmente incomodado com isso, e eu acho que não. O que eu acho que acontece é que às vezes as pessoas chegam aqui e começam a perceber o tom do programa, ficam um bocadinho assustadas, mas depois quando se sentam no sofá…Eu nunca irei tratar mal ou desprezar um convidado, mesmo que seja uma pessoa que não pense como eu penso ou que seja uma pessoa que publicamente tenha uma postura com a qual eu não concorde. Nunca vou tratar mal, nem fazer juízos de valor sobre uma pessoa que tirou tempo da sua vida para vir aqui dar-me um bocadinho da sua forma de estar. Se a pessoa fica desconcertada, no início, de repente acho que o que acontece a todas elas é: “Mas eu posso dizer isto?” Tenho montes de convidados que perguntam isso e eu: “Podes, com certeza. Temos bolinha, podes dizer o que tu quiseres.” E acho que o valor do 5 para Meia Noite é esse, é trabalhar numa linha de televisão que já não existe muito, que é de uma liberdade de expressão e de uma liberdade de tratar os assuntos que não há noutros programas e acho que essa é a grande mais valia do programa, sempre foi desde o primeiro dia. E acho que isso se tem mantido. Nunca houve ninguém que eu acho que ficasse…

Melindrado?

Melindrado. Não, por acaso uma coisa que acontece é que as pessoas saem daqui muito bem-dispostas e isso é muito fixe. Mesmo aquelas que dizem: “Ai, a ‘Pressão no Ar’ [rubrica do programa]” e aquelas perguntas”. Vêm sempre com muito medo e querem saber. E eu digo sempre: “Confia, vai correr tudo bem.” E toda gente, no final do programa diz: “Epá, foi muita giro!” Mesmo aquelas pessoas que publicamente são mais duras, saem daqui a dizer que gostaram imenso e que se quisermos voltam cá. Isso tem sido uma surpresa muito boa.

Por falar em liberdade de expressão, no 5 para a Meia Noite falaste sobre o receio que qualquer mulher tem, mas nunca fala abertamente: de lhe aparecer o período durante uma cerimónia. Foi no programa com a Daniela Ruah, em que comentaste que o teu não te tinha aparecido e que receavas que aparecesse nas galas da Eurovisão.

Ah, sim! Não acham estranho as pessoas ficarem tão surpreendidas com isso? As mulheres não têm o período?

Têm, mas realmente não é uma coisa de que se fale: o desconforto de aparecer em determinadas situações ou compromissos sociais da vida de uma mulher. Tiveste depois alguns comentários sobre isso? Como é que as pessoas reagiram?

Bem, as pessoas não vêm ao pé de mim e dizem: “Epá, aquilo que tu disseste foi mesmo estúpido”. As pessoas não me vêm dizer essas coisas. As reações que tive foram todas: “Chorei a rir, com aquela história do período”. Mas também as pessoas que não gostaram não me dizem isso. Eu acho que há pessoas que dizem: “Podias não ter dito”. Quando a Daniela veio cá, nós estávamos um bocadinho com aquele sentimento Big Brother, porque nós estávamos fechadas no Altice Arena há bastante tempo e, de repente, eu vejo-me no 5 para a Meia Noite com a Daniela, que é a pessoa com quem eu estava todos os dias a todas as horas, e aquilo saiu tudo um bocado sem filtro. Agora, sinceramente, não me arrependo nada de ter dito isso e ainda bem que disse porque no dia a seguir veio-me o período. Graças a Deus na primeira semifinal já estava impecável!

“Eu nunca irei tratar mal ou desprezar um convidado, mesmo que seja uma pessoa que não pense como eu penso ou que seja uma pessoa que publicamente tenha uma postura com a qual eu não concorde”.


Uma das coisas que foi sendo sublinhada ao longo da Eurovisão, por vocês as quatro, foi o facto de serem muito unidas e cúmplices, contrariando aquilo que muitas vezes se diz das mulheres, que falam mal umas das outras. Como é que foi a vossa convivência durante esses dias todos. Tiveram situações de stress umas com as outras?

Tivemos. Mas foi também porque quando nós passamos dos ensaios para o Altice Arena começámos, de facto, a perceber a dimensão e a responsabilidade de estarem aquelas pessoas todas, que não dormiam há um mês e que não viam as suas famílias há não sei quanto tempo e que trabalhavam com horários muito complicados e que estavam a contar connosco para sermos a cara daquele trabalho todo. Portanto, todas nós começámos a perceber a responsabilidade grande que isso acarretava. Mas a verdade é que não houve mesmo nenhumas tricas. Nós demo-nos as quatro mesmo muito bem, temos um entendimento muito especial. A Daniela dizia, e é verdade, que só nós as quatro é que sabíamos de facto exatamente o que nós passámos. Mas toda aquela história das mulheres terem inveja umas das outras e não sei quê…Não houve nada disso. A Catarina [Furtado] é um nome incontornável da comunicação e a generosidade e simplicidade dela e da Sílvia [Alberto] que fez parte da história da Eurovisão, durante tanto tempo, a generosidade de partilhar connosco o que ela sabia, a própria Daniela que era a que estava mais num terreno um bocadinho diferente daquele que ela costuma trabalhar… Acho que houve uma cumplicidade entre nós que foi completamente refrescante. Foi imediata. Acho que nós demo-nos todas logo muito bem e nunca houve nenhum problema. Foi mesmo um encontro bonito e acho que vamos guardar este evento para sempre e vamo-nos lembrar, para o resto da vida, que fomos nós que fizemos a primeira Eurovisão em Portugal.

A conversa com o Delas decorreu enquanto a atriz e apresentadora se preparava para fazer mais uma emissão em direto do programa 5 para a Meia Noite [Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens]
A Catarina teceu-te recentemente um elogio na sua página do Instagram. Achas que as pessoas foram injustas com ela?

Eu não vi muito, falaram-me de uma coisa ou de outra. Se querem que eu diga, muito sinceramente, eu acho que as críticas que fizeram à Catarina, em relação ao seu inglês, para mim é um bocadinho provincianismo. Qualquer pessoa que frequente as Nações Unidas, epá, que vá a Paris, a Nova Iorque, a Londres, as pessoas têm sotaques e formas de falar diferentes. Cada pessoa que não tenha o inglês como língua materna tem um sotaque. Eu acho que a Catarina foi incrível em todo o trabalho que fez e acho que as pessoas estavam com muita dificuldade de dizer mal fosse do que fosse. A Catarina falou muitíssimo bem inglês, fez um trabalho notável e tem o seu sotaque. E se querem que vos diga, é sexy para caraças! Acho que ela tem um sotaque latino, acho que deu um toque super sensual à cerimónia. O engraçado daquilo era a Daniela ter um sotaque super americano, eu tinha uma coisa assim um bocadinho diferente, a Sílvia também tinha uma coisa mais inglesa e a Catarina tinha o seu sotaque latino. Acho que essa diferença é ótima e vão ver as outras Eurovisões dos outros anos e digam-me quem é que sabe falar inglês e quem é que não sabe [risos]

Vocês também foram uma espécie de montra da moda nacional. Tiveram algum tipo de feedback em relação aos vestidos que usaram?

Sim, as pessoas falaram muito dos vestidos, que eram muito bonitos. E aconteceu uma coisa que era difícil, que é como é que tu conjugas quatro mulheres em palco com quatro estilistas diferentes e foi super natural. As primeiras escolhas foram as que ficaram e acho que temos de estar todos muito orgulhosos de termos tido criadores portugueses em todas as galas e acho que os vestidos eram lindíssimos. Os “Manéis” Alves/Gonçalves foi a dupla que me fez todos os vestidos e eu fiquei super contente, de serem vestidos diferentes e de eles também perceberem muito a minha onda. Acho que todo o feedback que tivemos dos vestidos, mesmo de sites internacionais, foi que nós estávamos todas muito lindas.

“A Catarina falou muitíssimo bem inglês, fez um trabalho notável e tem o seu sotaque. E se querem que vos diga, é sexy para caraças!”


Qual foi o teu preferido?

Foi o último. Foi um vestido especial porque eu nunca tinha visto um vestido assim na minha vida, nunca tinha visto um tecido assim e quando estava no atelier dos “Manéis” e vi aquele tecido, disse: “Epá, o que é isto, isto é incrível!” Cada vez que o tecido mexia parecia que levava uma obra de arte atrás. E eles disseram: “Então a gente faz-te um vestido com isto”. E eu acho que nunca me senti tão confortável, poderosa e cool como com aquele último vestido. E adorei aquele vestido, se me casasse, casava-me com aquilo.

Onde é que te vês ou o que é que te vês a fazer nos próximos cinco anos?

Eu gostava de continuar a trabalhar na minha área, como apresentadora e como atriz, com liberdade. Se daqui a cinco anos me perguntasses o que eu é que eu gostaria eu gostava de ter liberdade, até financeira, para poder escolher os projetos que quero fazer. Se eu pudesse continuar a escolher os projetos e que fossem projetos que eu achasse pertinentes para mim e para o público, eu já ficava bastante contente.

Na galeria, em cima, recorde o percurso de Filomena Cautela, desde a participação na série Morangos com Açúcar até à Eurovisão.

Imagem de destaque: Diana Quintela/Global Imagens