Ginásio na Coreia do Sul proíbe acesso ‘a quem fica para tia’

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[Fotografia: Pexels/Victor Freitas]

Uma placa disposta à porta de um ginásio na cidade de Incheon, perto da capital Seul, na Coreia do Sul, que dizia “proibido para ajummas e mulheres mais velhas” e “só permitido a pessoas cultas e elegantes” está a gerar controvérsia e contestação por ser discriminatório.

Segundo a imprensa, esta interdição recorre à expressão pejorativa ‘ajumma’, associado a mulheres com 30 anos e mais consideradas mal-comportadas. Segundo o Instituto Nacional da língua coreana, a palavra significa vagamente uma senhora a partir daquela idade que não é casada. Apresennta-se, por isso, numa versão depreciativa de ‘imo’, ou seja, tia. Tudo isto num país em que a idade média de casamento até está acima dos 31 anos.

Na origem da interdição está o facto de o dono do ginásio – citado em entrevista televisiva à agência de notícias sul-coreana Yonhap – alegar ter “sofrido danos” causados por algumas destas mulheres que “passavam uma ou duas horas no balneário a lavar a roupa, roubavam itens como toalhas, sabonetes e secadores de cabelo”. E prosseguiu: “Elas sentavam-se em fila e comentavam e julgavam o corpo das outras pessoas”, afastando as mulheres mais novas do ginásio, visivelmente incomodadas com a atitude. Para o proprietário, ao contrário das restantes mulheres, uma ajumma tende a “gostar de coisas grátis independentemente da idade” e que são “mesquinhas com o próprio dinheiro, mas não com o dinheiro dos outros”.

Ora, a polémica instalou-se não só por ser uma medida idadista como não tem em conta o facto de haver mulheres e homens mal-educados em quaisquer idades comentavam os seguidores nas redes sociais, citados pela estação britânica BBC.