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Há cada vez mais mulheres a morrer de cancro do pulmão

fumar

Em 2015 o número de mulheres vítimas de cancro do pulmão aumentou 15%. À TSF, o diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda afirmou ser “um aumento muito significativo e o previsível é que este número continue a aumentar.” Na base deste aumento está a alteração dos comportamentos das mulheres portuguesas, que passaram a fumar publicamente. Por isso, o diretor do Programa Nacional Para as Doenças Oncológicas, defende a necessidade de programa de prevenção do tabagismo dirigido às mulheres. “O meu objetivo não é beneficiar um género em particular. É combater o tabagismo na globalidade e encarar de frente esta mudança dos comportamentos.

Enquanto o cancro do pulmão aumenta percentualmente na sua incidência e causa de morte entre as mulheres, está já a diminuir nos homens. Os números do relatório demonstram uma diminuição da prevalência desta neoplasia no sexo masculino.

Para o Cancro do Pulmão, que é a neoplasia com maior mortalidade em Portugal, os autores do Relatório Sobre Doenças Oncológicas apresentado no Porto, observaram uma variação geográfica significativa, com maior mortalidade nos Açores, mas também com mortalidades acima da média nas regiões do Algarve, Área Metropolitana do Porto, Alto Minho, Área Metropolitana de Lisboa e Alentejo Litoral. No caso particular dos Açores a assimetria é muito marcada, sendo de alertar a menor taxação do tabaco nesta região autónoma.

Os dados para o cancro da mama feminina, apontam uma maior mortalidade na região dos Açores, seguida pelas regiões da Beiras e Serra da Estrela, Oeste, Área Metropolitana de Lisboa, Madeira e Lezíria do Tejo.

No rastreio do cancro da mama, em 2013, Portugal foi o país da Europa com maior taxa de rastreio, com 84,2% das mulheres rastreadas, bem acima da média europeia que foi de 62,8%.

Os autores do relatório referem ainda que, no mesmo período, a taxa de sobrevida do cancro do colo do útero a cinco anos foi de 64,5%, em linha com a média europeia, e a taxa de sobrevida a cinco anos no cancro da mama foi de 87,9%, quatro pontos percentuais acima da média europeia.

Ainda no âmbito dos programas de rastreio oncológicos salienta-se o desenvolvimento de uma solução informática nacional única para os rastreios, que já se encontra em fase de implementação, e a uniformização técnica dos programas de rastreio nas várias regiões, que será objeto de um Despacho do Ministério da Saúde, que será publicado ainda este mês, e que permitirá aumentar a equidade no acesso a nível nacional.