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Lindsey Stirling. A violinista que ganha milhões no Youtube

Lindsey Stirling tem 29 anos

Ela toca violino. Ela dança. Ela conquista multidões. E faz tudo isto em simultâneo. “Ela” é Lindsey Stirling. Diziam-lhe os maestros, quando era criança, que os 15 minutos de aulas semanais que os seus pais podiam dar-se ao luxo de pagar não eram suficientes para aprender um instrumento. Estavam enganados. Tal como estavam enganadas as editoras discográficas que não quiseram oferecer-lhe um contrato, por acharem a sua música pouco comercial. Hoje, a norte-americana de 29 anos é a quarta estrela mais bem paga do Youtube – ganha cerca de 5,4 milhões de euros por ano, segundo dados de 2015 da revista ‘Forbes’ – e já acumula mais de 1300 milhões de visualizações nessa plataforma.

“Acho que a tecnologia veio democratizar a indústria do entretenimento. É a voz do povo. Deixemos que seja ela a eleger”, frisou a artista, em declarações obtidas pelo jornal espanhol ‘El País’. Foi em 2007, depois de mais uma negociação falhada para um contrato discográfico, que decidiu aderir ao Youtube e publicar o seu primeiro vídeo. Agora, o seu canal já tem mais de oito milhões de subscritores. “É uma base de fãs muito leal. Querem que sejamos bem-sucedidos porque foram eles que nos encontraram. Não foi uma qualquer estação de rádio ou editora que lhes empurrou a arte de alguém pela garganta abaixo”.

A sua filosofia de vida – revela na autobiografia que em janeiro de 2016 esteve entre os bestsellers de Nova Iorque, ‘The Only Pirate at the Party’ – é ser sempre atrevida. “Os piratas não aceitam ordens nem pedem permissão. Se alguém te diz que não és suficientemente boa, que estás a sonhar demasiado alto, ou te assegura que não há espaço no mundo do espetáculo para uma violinista que dança… bem, então põe uma pala no olho, meu amigo, e navega pelo alto mar”.

Com dois álbuns no mercado – ‘Lindsey Stirling’ (2012) e ‘Shatter Me’ (2014) – a artista que esteve nos quartos-de-final da quinta temporada de ‘America’s Got Talent’, em 2010, falou ainda, a propósito dessa obra, sobre a sua luta contra a anorexia, antes de ser catapultada para a fama. “Não te apercebes que tens um problema, porque está na tua cabeça. Mas eu pensei ‘Porque é que já não sou feliz?’. A depressão apoderou-se da minha vida como resultado deste distúrbio mental e apercebi-me que queria mudar'”, contou à ABC News.

Começou a frequentar um grupo de apoio a doentes de anorexia, aos 23 anos, e acabou por ultrapassar a fase mais negra. “Dizem-nos que é uma doença incurável, mas quero que as pessoas vejam que eu estava enterrada nela e que agora já não estou”, explicou à revista ‘Glamour’.

Carolina Morais