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Ministérios franceses multados por não contratarem mulheres suficientes

É já no dia 1 de janeiro que entra em vigor, em Portugal, a lei das quotas, que prevê uma representação de 33% de mulheres nas administrações das empresas cotadas em Bolsa e no setor empresarial do Estado. Em França, uma lei semelhante já existe desde 2012, contudo, nem sempre é aplicada na prática.

Foi o que aconteceu em algumas instâncias estatais, como os Ministérios da Justiça e da Defesa de França, que vão mesmo ter de pagar multas por não terem respeitado a lei, que fixa uma percentagem mínima de mulheres nas novas contratações para cargos dirigentes, noticiou esta sexta-feira, 29 de dezembro, o jornal Le Monde.

O Ministério da Justiça deverá pagar 60.000 euros. Na Defesa a multa sobe para o dobro: 120.000.

A lei da igualdade de março de 2012, designada lei Sauvadet, foi criada para corrigir o desequilíbrio entre o número de mulheres empregadas na função pública, cerca de 62%, e o número em cargos dirigentes, à época pouco mais de 20%. Foram estabelecidas quotas progressivas até 2017, ano em que pelo menos 40% das primeiras nomeações teriam de ser de mulheres.

Em 2016, os números aproximaram-se dessa fasquia, com 34,9% dos cargos dirigentes da administração pública francesa a serem ocupados por mulheres e 35% das novas nomeações a abarcarem pessoas do sexo feminino.

Macron falha promessa eleitoral

O Le Monde aponta também a falta de paridade do governo do presidente Emmanuel Macron que, na campanha e após a eleição, anunciou que formaria um governo paritário.

O jornal escreve que, segundo o Journal Officiel, o equivalente francês do Diário da República português, o executivo de França é composto por 53 pessoas, apenas 17 das quais são mulheres.

Imagem de destaque: Shutterstock

AT com Lusa