Subir

Mulheres desfavorecidas representadas na Cimeira Humanitária de Istambul

Na Cimeira Mundial Humanitária, a ONU Women – secção da Organização das Nações Unidas dedicada aos direitos das mulheres e ao seu empoderamento – vai estar representada pela diretora executiva Phumzile Mlambo-Ngcuka e pela directora executivo adjunta Yannick Glemarec. Ambas estão hoje e amanhã com outros líderes mundiais na primeira Cimeira Mundial da Ajuda Humanitária (WHS), em Istambul, na Turquia.

Este é o primeiro encontro do género e visa colocar a humanidade – a segurança das pessoas, a dignidade e o direito a prosperar – no centro da tomada de decisão global e iniciar um conjunto de ações e compromissos concretos para permitir que os países e as comunidades possam preparar-se melhor para responder às crises. Com mais de 5.000 participantes esperados, o programa incluirá sete mesas redondas de líderes de alto nível sobre os campos de ação prioritários.

Nesta cimeira, a ONU Women defende um maior investimento na igualdade de género, nos direitos das mulheres e no seu empoderamento e que estes objetivos se tornem princípios padrão do planeamento de ações humanitárias. As diretoras da ONU Women estarão presentes na mesa redondna intitulada ‘Mulheres e meninas: catalizar a ação para alcançar a igualdade de género.’

 

“As mulheres têm uma grande participação na adequação dos serviços que recebem, e devem estar envolvidas no administrar das ajudas humanitárias já que elas garantem que as ajudas são diretamente relevantes e eficazes. “, disse a Mlambo-Ngcuka.

Há dois desafios importantes que ainda não são levados em consideração ou integrados em ações humanitárias: as mulheres são marginalizadas quando se trata de liderança e participação significativa e são constantemente excluídas dos processos de tomada de decisão. O resultado é que a falta de apoio lhes nega as possibilidades e os recursos necessários para reconstruir suas vidas. Em segundo lugar, o aumento generalizado de violência sexual e doméstica de que as mulheres e meninas são alvo em crises humanitárias continua a ser tratada de forma inadequada. De acordo com a diretora executiva da ONU Women:

“Sabemos, por exemplo, que na primeira infância o casamento forçado aumenta dramaticamente em resposta a vulnerabilidade e falta de recursos.”

Dados de 2013 estimam que a percentagem de meninas síria refugiadas na Jordânia casadas antes dos 18 anos aumentou de de 17% para mais de 50 %. Sem acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva, essas meninas têm pouco ou nenhum controle sobre a gravidez, com consequências prejudiciais ou fatais. Sessenta por cento das mortes maternas evitáveis ​​ocorrem entre as mulheres e meninas que foram deslocadas ou são desfavorecidas, por causa de conflitos ou desastres naturais.

 

AR