Mulheres negras contra os opressores

Lone activist Ieshia Evans stands her ground while offering her hands for arrest as she is charged by riot police during a protest against police brutality outside the Baton Rouge Police Department in Louisiana, USA, 9 July 2016. Evans, a 28-year-old Pennsylvania nurse and mother of one, traveled to Baton Rouge to protest against the shooting of Alton Sterling. Sterling was a 37-year-old black man and father of five, who was shot at close range by two white police officers. The shooting, captured on a multitude of cell phone videos, aggravated the unrest coursing through the United States in previous years over the use of excessive force by police, particularly against black men. REUTERS/Jonathan Bachman TPX IMAGES OF THE DAY - RTSYEQ3

A mulher negra fotografada num vestido sem mangas firmemente de pé diante da polícia num levantamento popular diz que se sentiu compelida a confrontar as autoridades durante a manifestação em Baton Rouge, no Louisiana, Estados Unidos da América.

Ieshia Evans, de 35 anos, ficou famosa pela fotografia que de alguma forma simboliza o espírito dos protestos contra o tratamento dado pelas forças policiais aos negros americanos.

Esta sexta-feira, a enfermeira deu uma entrevista ao programa da manhã da televisão CBS This Morning em que explicou por que razão quis permanecer imóvel depois dos polícias terem dado ordem para a multidão dispersar e abandonar as ruas:

“Eu queria vê-los. Queria ver os agentes. Eu sou um ser humano. Sou uma mulher. Sou uma enfermeira. Posso vir a ser a sua enfermeira. Posso tê-lo aos meus cuidados, sabe? Os nossos filhos podem ser amigos. Todos contamos. Não temos que pedir para contar. Nós contamos.”

Imagem de destaque: Jonathan Bachman/Reuters