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Namorado de repórter morta a tiro deixa emprego para lutar por controlo de armas

A vida do jornalista Chris Hurst mudou tragicamente há cerca de dois anos. A sua namorada e colega de profissão, Alison Parker, estava em plena reportagem em direto para o canal WDBJ – afiliado da estação CBS – quando foi atingida e morta a tiro.

Agora, como forma de “honrar” a companheira, Hurst decidiu deixar o seu trabalho como pivô de notícias para se candidatar a um cargo político no estado de Virginia, EUA, e lutar pelo controlo de armas.

“Vou abandonar a minha carreira na estação televisiva onde ela trabalhou para lutar por causas que tanto eu, como ela valorizamos acima de tudo”, afirmou o jornalista, numa coluna publicada no ‘site’ ‘Daily Beast’.

“Comecei a tornar-me numa casca da pessoa que outrora fui, porque tinha de ficar dormente para poder apresentar as notícias. Tentei pensar naquilo que poderia fazer, onde poderia ir dentro desta área onde as pessoas me deram tanta ajuda e força quando eu mais precisei, e o serviço público surgiu como progressão natural”, explicou ainda.

Se for eleito, garante Chris, uma das suas prioridades será apostar na fiscalização universal de porte de armas. “Uma das coisas em que estou interessado é em salvar vidas”, frisou.

Embora o seu principal foco seja reduzir a violência armada, o pivô assegura ainda que pretende abordar e resolver muitos outros problemas. “Qualquer pessoa que apenas me veja como candidato porque a minha namorada foi morta com uma arma, precisa de olhar para o trabalho que fiz nos últimos sete anos e para a variedade de tópicos que cobri e que me interessam”, defende.

O ataque que decorreu em agosto de 2015 tirou a vida não só de Alison Parker, mas também do operador de câmara que a acompanhava, Adam Ward. Depois de ser perseguido pela polícia, o atirador, Vester Lee Flanagan, que era também funcionário da referida estação televisiva, suicidou-se a tiro.

Carolina Morais / Fotografia: Facebook