Número de alunos ciganos cresceu, mas falta melhorar “a condição das raparigas”

O número de alunos ciganos nas escolas duplicou nos últimos 20 anos, mas ainda faltam medidas concretas para melhorar a condição das raparigas desta comunidade.

Os progressos assinalados pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, incluem o aumento da participação das crianças ciganas no pré-escolar e do número de estudantes no terceiro ciclo e no secundário.

“Ainda sendo preocupante, porque sabemos que existe um conjunto de estudantes que não faz todo o percurso da escolaridade obrigatória, temos um número significativo de estudantes a fazê-lo e em paridade entre rapazes e raparigas”, salientou o ministro da Educação, citado pela agência Lusa, acrescentando que isso significa que o abandono escolar das raparigas das comunidades ciganas “não é uma inevitabilidade”.

Mas para a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, que acompanhou o ministro na apresentação destes dados, na Escola Básica de Coruche, há ainda “muito a fazer na melhoria da condição das raparigas e das mulheres nas comunidades ciganas”.

Para isso, a Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação tem “medidas concretas para intervir sobre esta realidade das raparigas e mulheres ciganas no domínio da educação“, com o objetivo de “as capacitar, apoiando diversos projetos de empoderamento e capacitação das raparigas e mulheres ciganas“, disse Rosa Lopes Monteiro.

AT com Lusa