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Corte nos alimentos que lhe dão ainda mais fome

Perder peso não é fácil enquanto não descobrir como alimentar-se corretamente (REUTERS/Carlo Allegri)

Perder peso não é fácil enquanto não descobrir como alimentar-se corretamente. E é este o ponto que pode não a estar a ajudar a sua dieta, segundo o especialista em nutrição de Harvard, David Ludwig. No seu livro ‘Sempre com fome’, revela um dado importante e que deve ser tido em conta em qualquer dieta: nem sempre é a quantidade de comida que nos faz engordar, mas sim o que estamos a comer e que nos dá ainda mais fome.

A culpa está em determinados alimentos que comemos pensando que são saudáveis e que ajudam a fazer dieta, mas, na realidade, disparam o nosso apetite. O que David Ludwig propõe é eliminar da dieta os alimentos que nos fazem engordar porque produzem uma reação hormonal que reativa o nosso apetite. O especialista revela que não são necessariamente os mais calóricos os alimentos que nos fazem engordar, mas sim aqueles que têm maior índice glicémico – e por isso nos dão mais fome.

“Comer demais não faz aumentar o peso; o processo de ganhar peso é que nos faz comer demais”, explica o especialista em nutrição.

“Se as células adiposas armazenam demasiadas calorias, o cérebro não tem como garantir que o metabolismo funciona corretamente, então faz-nos sentir mais fome para resolver o problema, por isso, comemos mais e sentimo-nos melhor no imediato”, explica. “Mas se as células adiposas continuam a receber muitas calorias, ficamos presos num ciclo sem fim de ganhar peso e comer demais. O problema não é que haja demasiadas calorias nas células adiposas; mas sim que haja muito poucas na nossa corrente sanguínea, e o corte de calorias não resulta [na dieta].”

Assim sendo, os alimentos baixos em gordura e ricos em carboidratos (ou hidratos de carbono), que desde há décadas são utilizados nas dietas, são os nossos inimigos – defende David Ludwig. Estes fazem com que se elevem os níveis de insulina e fazem com que as células adiposas se convertam em calorias acumuladas. “Acredito que a insulina é o fertilizante definitivo das células adiposas”, diz o especialista.

Quais são então os alimentos com pouca gordura e alto índice glicémico? Açúcares e cereais refinados, hidratos de carbono embalados e processados, como os sumos de fruta e a marmelada, por exemplo.

Este especialista propõe então uma dieta em três fases: 1) Nas primeiras duas semanas, cortar com todos os alimentos ricos em carboidratos refinados e processados; 2) Passado este tempo, voltar a comer frutas, verduras e legumes; 3) Semanas depois, reintroduzir alguns hidratos como batatas e cereais.

B.C.M.