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A nova loja da Mango custou 2,6 milhões de euros e está o máximo

Com 2% do valor da faturação global da Mango (cerca de 45 milhões de euros de faturação em 2016), Portugal está no top 10 de países mais importantes para a marca espanhola. O Vice-Presidente da marca, Daniel López, que esteve esta quinta-feira em Lisboa para a abertura 55ª loja em Portugal afirmou que o país é também importante “emocionalmente. Foi aqui que começámos a internacionalização do grupo“.

A nova loja com 1000 m2 de área de exposição é a 3ª flagship de nova geração da marca em todo o mundo. Madrid e Nova Iorque são as duas outras capitais mundiais que contam com espaços que misturam arquitetura industrial e acabamentos em negro e metalizado para transmitir uma ideia de requinte e contemporaneidade a que a marca catalã se quer colar. Esta loja, localizada onde estava antes a Loja do Cidadão, representou para a marca um investimento de 2,6 milhões de euros e a Mango estima que esta nova localização se torne no mais importante ponto de venda no País. Daniel López afirma que se espera “mais do que duplicar o volume de vendas da loja do Centro Comercial Colombo.”

A flagship, ou seja, a loja que melhor representa os valores da marca é, nas palavras do vice-presidente, onde “se mostra por onde queremos ir”. O futuro para a Mango é tecnológico e no piso inferior da loja os provadores já mostram como vai ser a integração da internet na experiência de compra: os espelhos têm um monitor incorporado sensível ao toque e um leitor de código de barras através dos quais é possível, sem sair do cubículo, escolher tamanhos maiores ou menores da peça que ali tenha o cliente e também artigos para compor o coordenado. Todos os empregados – 36 no total – têm um relógio de pulso que lhes permite receber os pedidos e entregá-los no provador onde foram pedidos. A ideia expressa por Daniel López é a da “aproximação entre a experiência em loja e a compra online.”

O segmento Homem é também uma forte aposta nesta flagship da Mango, que ocupa todo o seu piso superior com roupa de senhor e um design muito cuidado. Se o segmento mulher representa ainda 85% da faturação global da marca, a intenção da Mango é expandir o seu mercado de moda masculina.

Daniel López, vice-presidente da Mango, esta manhã em Lisboa

Crise separatista não influencia os negócios

Originária da cidade de Barcelona, a Mango é uma das empresas espanholas de expressão internacional que não pensa retirar a sua sede social da Catalunha. Daniel López afirmou que “não está em cima da mesa a saída da sede social de Barcelona. Vamos deixar aos políticos o que é dos políticos. É um tema que para nós não é polémico.” Quanto ao boicote que as empresas catalãs sofreram em Espanha em outubro deste ano, por causa da crise da independência, o vice-Presidente da Mango desvaloriza: “foi mau para todos. Outubro foi um mês atípico.”

A Mango teve em 2016 o primeiro ano em que o volume de vendas desceu. Quase a fechar o exercício de 2017, Daniel López afirma que as expectativas de terminar o ano com um crescimento positivo, são reais, mesmo com um outubro “negativo.” Em agosto, quando se apresentaram os resultados semestrais globais, a marca tinha já faturado 30 milhões de euros. “O início do frio e a Black Friday vieram trazer resultados transbordantemente positivos,” afirma López, pelo que se espera que os resultados de faturação do ano passado sejam largamente superados.

Portugal continuará a fazer parte dos planos de crescimento da Mango e, já no próximo dia 6 de dezembro, Loulé verá abrir nova Mango com mais de 1000m2 de área expositiva.

Estas são as nossas peças favoritas da nova loja da Mango