Raquel Kritinas: “Tornei-me uma mulher mais confiante”

É atualmente a secretária Nacional Pedagógica do Corpo Nacional de Escutas (CNE), movimento que entra, esta segunda-feira, 31 de julho, em acampamento nacional em Idanha-a-Nova.

Raquel Kritinas, de 37 anos, explica ao Delas.pt a importância que o escutismo e o guidismo – a responsável conta que integrou ambos movimentos (CNE e Associação de Guias de Portugal) – tiveram na sua vida e na sua formação enquanto mulher.

Há quanto tempo está no escutismo?

Tenho 37 anos, estou no escutismo há 16 anos, embora tenha pertencido anteriormente à Associação de Guias de Portugal durante 11 anos.

Em que é que o escutismo contribuiu para a formação e vida enquanto mulher? Experiência, valores, autonomia, empoderamento?

Posso afirmar que graças aos valores apreendidos no seio do escutismo/guidismo me tornei uma mulher mais confiante, aprendi a aceitar-me tal como sou, a trabalhar a minha autoestima, a resolver por mim mesma os problemas e a ter verdadeira consciência do meu papel enquanto mulher na sociedade.

Em que é que o escutismo misto potencia ou não as mulheres?

O escutismo potencia o desenvolvimento na complementaridade, no respeito mútuo e na igualdade de oportunidades. Ser rapaz ou rapariga não é uma limitação ou uma condição, uma vez que todos têm acesso.

Que exemplos concretos de momentos vividos no CNE terão sido decisivos na aprendizagem para a sua vida como mulher?

Uma vez que no escutismo nos encontramos em constante aprendizagem, é complicado definir exemplos concretos de momentos vividos, pois todos eles contribuíram para aquilo que hoje sou como mulher. Se tiver que escolher alguns momentos, posso referir todos aqueles em que liderei equipas, principalmente constituídas por homens. Longe de referir estes momentos como sendo de superioridade, refiro-os como momento de igualdade e de empoderamento.

Imagem de destaque: DR