Redes sociais e apps de encontro estão a confundir cada vez mais os solteiros

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[Fotografia: Pexels/Mitchel]

Nunca o sexo e o amor estiveram tão na palma da mão como agora. Mas se acesso está facilitado por vida das redes sociais e das plataformas de encontro, o tempo parece estar a trazer uma nova sensação aos solteiros: a confusão.

Um estudo realizado na Índia a jovens entre os 18 e 30 anos e que procurou apurar o comportamento biológico em tempo de romance online concluiu que mais de metade dos inquiridos diz sentir-se confuso quando se trata de escolher um parceiro para a vida. Neste campo, as mulheres reportam maior vulnerabilidade.

Mais: a equipa concluiu que ter a perceção de quem está realmente disponível parece ter implicações na forma como as pessoas avaliam as suas opções, mesmo quando já estão num relacionamento. Ou seja, a promessa disponibilidade acentua a dúvida, mesmo quando as pessoas parecem estar bem, podendo mesmo trocar o garantido pelo incerto, e tudo a troco de informações que podem não ser reais (uso de photoshop, vida mostrada que não é a real, entre outros aspetos).

E se oferta é uma questão, o que se busca em concreto é outra. Os jovens adultos inquiridos estão a dar prioridade ao “índice de prazer” ou à “adrenalina” das relações em vez de apreciarem a estabilidade a longo prazo de encontrar um parceiro romântico. “O padrão agora é suficientemente evidente para indicar que pode modificar as normas sociais do comportamento de escolha de parceiros em humanos jovens, o que pode ter um efeito significativo no circuito de comportamento cerebral”, refere o autor do estudo apresentado na Conferência Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Praga. Para Chayan Munshi, investigador, fundador e diretor executivo da Fundação de Investigação de Etofilia em Santiniketan, Índia, estas mudanças podem, “a longo prazo, alterar eventualmente o protocolo fundamental das estratégias evolutivas de acasalamento”.

“A seleção humana de parceiros é um processo psicológico complicado, que é efetivamente influenciado por múltiplos fatores sociais, incluindo aparência, personalidade e situação financeira”, alerta o investigador, e esse padrão pode estar a mudar.