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Rita Pereira: “Quero mostrar às miúdas que eu sou igual a elas.”

A atriz Rita Pereira é embaixadora da Pantene desde janeiro do ano passado e hoje, dia 11 de maio, esteve a apresentar o mais recente produto da marca. A grande novidade que a especialista em cabelos revela este ano é um condicionador em espuma, ideal para cabelos finos e com tendência a criar oleosidade. Estivemos à conversa com a atriz para ser todos os segredos sobre o seu cabelo e saber mais sobre a sua colaboração com a Pantene.

Qual a importância que o seu cabelo tem para si?

Desde pequena que a minha imagem de marca é o meu cabelo, porque sempre tive um cabelo forte e hidratado. A minha mãe sempre teve muito cuidado com isso, portanto é realmente importante. Enquanto atriz o cabelo é o que nos ajuda muitas vezes a transformar as personagens, com uma a mudança de visual.

E essas mudanças custam muito? Houve alguma em especial que tivesse gostado menos?

Até agora não. Já tive que cortar o cabelo pela orelha, muito curtinho por causa da personagem e gostei imenso de ver. Lá está, quando tens um cabelo forte e hidratado as mudanças são mais fáceis.

Voltava a cortar?

Sim, voltava a cortar. Acho que me custaria se tivesse que pintar o cabelo de louro. Acho que não tem nada a ver comigo. Eu no teatro uso uma peruca loura e para mim é estranho. Por isso acho que é a única mudança que seria estranha para mim, mas claro que se tivesse que a fazer, faria.

E, em miúda, pertencia ao grupo das meninas que choravam de manhã a fazer tranças?

Não, de todo. Pertencia ao grupo das meninas que queriam penteados. Eu lembro-me que a minha mãe me fazia tranças à noite para eu de manhã as tirar e ficar com o cabelo cheio de volume. Sempre gostei de penteados e de cabelos volumosos e de chamar à atenção com o cabelo. Era desse grupo de miúdas.

E era muito feminina ou mais Maria rapaz?

Eu era um misto. Eu tanto gostava de vestir um vestido com sabrinas, como pegava numa bola de basquetebol, vestia uns calções até aos joelhos e ia jogar. Portanto, sempre houve este equilíbrio em mim e ainda hoje existe. Tanto que um dia estou com um vestido elegante e a sentir-me bem, como noutro estou a pegar numa bola de basquetebol que está sempre no carro comigo e a ir jogar.

Sempre teve essa liberdade para variar e vestir o que lhe apetecesse?

Sim, total. Os meus pais sempre me deram muita liberdade. Eu passei por imensas fases, desde a gótica até à dread, passando por me vestir mais certinha, mais betinha. Acho que quando se é miúda é bom passar por essas fases todas para nos descobrirmos, para perceber o que é que realmente queremos, qual é o nosso estilo. E os meus pais foram sempre muito queridos. Um dia decidi que queria vestir-me toda de preto, estive para aí um ano em que todos os dias vestia preto, porque achava que era gótica, mas depois percebi que não era aquilo que eu queria. Depois passei a vestir-me de dread, então ia ao armário do meu avô buscar as calças dele que eram as mais largas que havia, metia cintos para ficar com a cintura mais em cima e as calças enormes. E os meus pais não estavam nem aí, estavam. Eles também são muito liberais, o meu pai é professor de artes e a minha mãe é educadora de infância, então têm um espírito aberto e diferente.

Acha que a liberdade é importante para criar mulheres fortes?

Sem dúvida alguma. Primeiro acho que a família é muito importante para nos tornarmos em mulheres fortes, o que nos acontece na vida também. Mas acima de tudo acho que está muito na nossa cabeça querer ser isso, acreditar que vamos conseguir ser isso e ter esse objetivo.

E como é que acha que a imagem pode ajudar as mulheres a conseguirem o que querem?

Primeiro tens que gostar de ti e sentir-te bem com o que tu tens. Seja com um vestido justo, seja com um fato de treino. Tens que te sentir bem, não podes ir atrás de uma tendência ou do que os outros fazem. Esta é a minha opinião porque eu sempre fui assim, nunca fui atrás de ninguém. Sempre gostei de ser líder, sempre gostei de ser a primeira, sempre gostei de ser eu a tomar a decisão. Não quer dizer que seja mandona, quer dizer que me emancipei de uma maneira diferente e que tomei uma decisão. Sempre gostei de me chegar à frente, como se costuma dizer.

E como é a responsabilidade de ter imensos fãs para quem é um modelo a seguir?

É uma grande responsabilidade, mas como nada do que eu faço é falso, sou eu mesma e as pessoas gostam. Não é: ‘eu vou fazer isto para ter mais seguidores, ou para ter mais fãs, as pessoas vão gostar que eu faça isto’. Não, nunca fui assim. Quando trabalho com marcas é exatamente a mesma coisa. Eu nunca irei trabalhar com uma marca com a qual eu não me identifique, que eu não use os produtos, que eu não saiba exatamente o que é que se passa. Eu quando venho a uma apresentação destas não preciso de seguir um guião, porque eu realmente uso os produtos da Pantene e sei extamente como funcionam. Isto é verdadeiro. Não tenho uma preocupação enorme de estar a ser observada, porque felizmente as pessoas gostam de mim como eu sou, não tenho que as iludir.

E o que é que acha que tem para as pessoas gostarem tanto de si?

Não faço a mínima ideia. Continuam a fazer-me essa pergunta e eu não sei responder.

E o que é que a Pantene tem que faz com que se identifique com a marca?

Eu sempre quis trabalhar com uma marca de produtos de cabelo, porque sempre falaram sobre o meu cabelo. Desde pequenina que ouvia: ‘tens um cabelo tão bonito’, ‘tens um cabelo tão forte’. Então quando via os anúncios da televisão pensava: ‘um dia eu quero estar ali, quero fazer aquele movimento que a Pantene faz sempre’. E depois o facto de ter aparecido uma marca que os meus seguidores podem comprar, têm acesso, foi ouro sobre azul. Se calhar se fosse uma marca demasiado cara, os produtos não seriam de fácil acesso para as pessoas que gostam de mim, eu ficaria um bocadinho mais desconfortável. Mas assim qualquer pessoa pode ir ao super-mercado comprar e usar exatamente aquilo que eu uso. E isso deixa-me bastante confortável e feliz.

Acha que é importante haver produtos de grande qualidade a preços acessíveis?

Acho muito importante e acho incrível como a Pantene consegue ter produtos de alta qualidade, que realmente resultam e acessíveis a todo o público.

Tem algum segredo de beleza tradicional ou que tenha vindo da mãe ou da avó?

Acima de tudo e as pessoas me perguntam imensas vezes é o que eu uso, mas tu tens é de procurar um produto que seja adequado ao teu cabelo. Mesmo que a tua mãe te ensine alguma coisa pode não ser adequado ao teu tipo de pele ou ao teu tipo de cabelo. Portanto, eu o que sempre segui pela minha mãe e pela minha avó, em relação ao cabelo, é cuidar dele, porque elas também tinham um cabelo forte e eu adorava. Sempre as vi a ter esses cuidados e a usarem cremes e à noite, antes de se deitarem, irem-se desmaquilhar. Sempre foi uma coisa que eu vi e isso passou para mim.

Há uns tempos publicou uma fotografia sua com 19 anos nas redes sociais, o que mudou desde essa altura?

Cresci, amadureci, tornei-me mulher. Só isso já muda completamente. Naquela fotografia ainda nem tinha feito morangos, foi na altura em que fiz alguns trabalhos como manequim, não vou dizer que era manequim porque nunca trabalhei com modelo, fiz alguns trabalhos de modelo que é diferente. Às vezes as miúdas de 16 anos são fotografadas por fotógrafos profissionais e já dizem que são modelos e não é verdade. Por isso é que eu defendo sempre que eu não sou manequim, apenas fiz alguns trabalhos como manequim. E aquela fotografia foi dum catálogo que eu fiz com a Cláudia Vieira, ainda nós não éramos conhecidas, mas já nos conhecia-mos uma à outra há bastante tempo, porque trabalhávamos juntas. Mas acima de tudo porque é que eu publiquei estas fotografias? Porque quero mostrar às miúdas que eu sou igual a elas. Que eu aos 19 anos também tinha uma atitude diferente, tinha um corpo diferente. Basicamente para elas também se identificarem e mostrar a verdade.

O que é que as miúdas de 16 anos de hoje têm de diferente do que a Rita tinha nessa idade?

Para já têm redes sociais e só isso torna as pessoas completamente diferentes. Muda logo a forma como se expõem. Hoje em dia, além de serem muito mais novas quando têm acesso a coisas que eu tive que aprender com a vida, aprendem muito no Google e nas redes sociais. Mas como esta geração se iniciou agora, só daqui a dez anos é que vamos ver as diferenças e o que e que era melhor. Se calhar até pode ser melhor agora, porque as miúdas crescem mais rápido e aprendem as coisas mais rapidamente. Por outro lado eu se calhar curti mais a vida, cada idade que tive, cada ano. E vivi os 16 aos 16, os 10 aos 10, os 11 aos 11. E agora acho que as miúdas de 10 anos já sabem o que eu sabia aos 14.

Acha que o facto das redes sociais promoverem muito mais a exposição publica faz com que se desvalorize mais a privacidade?

Não. Acho que acima de tudo cada pessoa é que decide o que quer pôr e até onde é que quer mostrar e o que é que quer que fique privado. Eu tenho plena consciência disso e sei até onde é que vou nas redes sociais. Agora se há algumas pessoas que não sabem isso já tem a ver com elas e eu não as vou criticar.


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Margarida Brito Paes