Seis vantagens de dormir em conchinha segundo a psiquiatria

pexels-kampus-7556593
[Fotografia: Pexels/Kampus]

Mais do que românticos, os abraços têm funções já conhecidas em matéria de regulação do humor e de auto-estima. Por isso, não será de estranhar que tenham efeitos igualmente relevantes quando o tema é dormir abraçado e mesmo na conhecida ‘conchinha’.

Investigadores da área da Psiquiatria concluíram que optar por esta modalidade não só melhora a qualidade do sono, como influencia a redução da ansiedade e do stress e pode aliviar sintomas ou progressão de estados depressivos.

O estudo, feito em parceria com especialistas alemães, norte-americanos e dinamarqueses, recrutou 24 jovens adultos sem filhos, com idades entre os 18 e os 29 anos, que se apresentaram como 12 casais heterossexuais que partilhavam cama pelo menos três vezes por semana, nos últimos três meses. A análise excluiu casos de indivíduos com distúrbios do sono, sintomas de depressão e ansiedade e trabalho por turnos.

Segundo as conclusões, publicadas na revista Frontiers in Psychiatry (que pode ser lido no original aqui), dormir em conchinha pode aumentar até 10% o tempo de sono REM, “movimento rápido dos olhos”. Nesse estágio, a pessoa dorme mais profundamente e é capaz de sonhar e consolidar memórias e informações.

A mesma análise indica que “a profundidade do relacionamento representou um efeito principal adicional significativo em relação à sincronização, refletindo uma associação positiva entre os dois. Nem o sono REM, nem a sincronização foram influenciados pelo sexo, cronótipo ou outras características de relacionamento”, lê-se no documento.

Por isso, prossegue: “Dependendo da forma como se dorme, a arquitetura e a sincronização do sono do casal apresentam alterações que são modificadas pelas características do relacionamento. Alterações que podem fazer parte de um ciclo de feedback autoregulador do sono REM e da sociabilidade e um mecanismo através do qual a sociabilidade previne doenças mentais”. Entre elas, destaque para a redução de níveis de depressão, diminuição da ansiedade e stresse, menor risco de apeia de sono e insónia e, claro, melhoria da relação.